Audiência pública debate transformação de Casa da Morte em Memorial

Na última terça-feira (8), o Ministério Público Federal (MPF) realizou uma audiência pública para aprofundar o debate sobre a importância de transformar a Casa da Morte, localizada em Petrópolis (RJ), em um memorial pelas vítimas da ditadura. Dentre os encaminhamentos da reunião, estão um acordo com a Universidade Federal Fluminense (UFF) e o estabelecimento de diálogo do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) com secretários da prefeitura da cidade sobre Memória e Verdade.

A audiência foi conduzida pela Procuradora Vanessa Seguezzi, responsável por Processo Administrativo referente ao caso da Casa da Morte. “O Ministério Público Federal tem realizado reuniões periódicas sobre a desapropriação, tombamento e instalação de centro de memória no imóvel atualmente conhecido como Casa da Morte. Assim, essa reunião foi realizada para dar continuidade a essas tratativas e tem se mostrado fundamental, nesta etapa, o aprofundamento do diálogo e o trabalho conjunto dos órgãos públicos municipais e federais e a sociedade civil”, afirmou Vanessa.

Para Paula Franco, coordenadora-geral de Políticas de Memória e Verdade da Assessoria Especial de Defesa da Democracia, Memória e Verdade do MDHC, “a audiência foi de suma importância para fortalecer a aliança entre o Ministério e as demais instituições no sentido de concretizar o projeto em andamento”. Em agosto de 2024, o MDHC firmou convênio com a prefeitura para garantir a implementação de um memorial no imóvel em questão.

A partir da reunião, foi feito um acordo com a Universidade Federal Fluminense (UFF), que passará a oferecer cursos de formação para guias turísticos e docentes da cidade sobre os temas de turismo de memória e a importância da Casa da Morte como exemplar material sobre o passado recente.

A reunião contou com a presença de membros do Gabinete do Prefeito, além da Secretaria de Cultura, Educação e da Procuradoria do Município de Petrópolis. Também estiveram presentes, Samantha Quadrat e Angela Moreira, docentes da UFF responsáveis pela parceria estabelecida com o MDHC para avançar nas bases de implementação do memorial.

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Texto: R.M.

Edição: F.T.

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania