Ministra reforça compromisso com direitos das pessoas idosas em visita a Nova Lima (MG)

Nesta sexta-feira (18), a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, cumpriu agenda oficial no município de Nova Lima (MG), com compromissos voltados à valorização das pessoas idosas, ao enfrentamento do racismo e ao fortalecimento de iniciativas voltadas às mulheres negras. A visita reforça o compromisso do Governo Federal com a promoção de uma cultura de direitos humanos nos territórios, em articulação com gestões locais e organizações da sociedade civil.

Pela manhã, a ministra visitou o Centro de Convivência Leci Campos, referência no município por oferecer atividades educativas, culturais, físicas e sociais de segunda a sexta-feira para pessoas idosas. “Cada vez mais teremos mais pessoas idosas no nosso país. Durante muito tempo, isso não foi pensado como política pública. Agora, é urgente garantir acesso à cultura, segurança alimentar, saúde, convivência familiar saudável e espaços como este”, afirmou Macaé.

“É um grande espaço de referência e convivência. Aqui também estão desenvolvendo a política de cuidadores para atendimento domiciliar às pessoas idosas e com deficiência, a partir de uma avaliação biopsicossocial. São boas práticas que outros municípios podem se inspirar”, elogiou a ministra.

Macaé Evaristo destacou ainda que o Brasil realizará, ainda este ano, a Conferência Nacional da Pessoa Idosa, com o objetivo de debater diretrizes e garantir financiamento público para as políticas do setor nos próximos anos. “Envelhecer deveria ser um direito. Mas nem todo mundo consegue. E menos ainda consegue envelhecer com saúde física e mental. É isso que queremos debater na conferência nacional”, acrescentou.

Combate ao racismo

Após a visita ao centro, Macaé participou de um café da tarde com mulheres negras, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Nova Lima e professoras da rede municipal. Antes, reuniu-se com o prefeito João Marcelo Dieguez para discutir a sanção da Lei Ana Lúcia da Silva, norma municipal que estabelece estratégias permanentes de enfrentamento ao racismo nas escolas públicas da cidade. A legislação homenageia a educadora e militante Ana Lúcia da Silva, referência na luta antirracista e na valorização da educação pública.

“A lei tem um impacto local, mas é também um exemplo que pode ser replicado. Muitas das violências nas escolas têm origem no racismo e no bullying. Prevenir essas situações melhora a saúde mental das crianças e contribui para uma convivência democrática”, frisou Macaé.

Foto: Raul Lansky
Foto: Raul Lansky

Direitos humanos na prática

Durante a agenda, a ministra destacou a importância do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) na construção de uma sociedade mais justa e protetiva. “Estamos reconstruindo o ministério para garantir os direitos que estão na Constituição. Direitos humanos são a defesa da dignidade e o enfrentamento a todas as formas de violação, seja contra meninas, crianças, pessoas idosas ou em situação de rua”, ressaltou.

Sobre a crescente população em situação de rua, inclusive em Nova Lima, a ministra apontou caminhos como a política de moradia digna e integrada. “O presidente Lula aprovou que 3% das moradias do Minha Casa Minha Vida sejam destinadas à população em situação de rua. Além disso, precisamos conjugar ações de saúde, assistência social, educação e requalificação profissional para garantir que essas pessoas tenham condições de sair dessa situação com dignidade”, destacou.

Macaé pontuou que construir cidades que contemplas as necessidades das pessoas passa por reconhecer a pluralidade das necessidades humanas. “Cuidar é política pública. Ter um centro de convivência, política de cuidadores, moradia adaptada para a realidade da população idosa, tudo isso são formas de garantir dignidade, afeto e qualidade de vida às pessoas que construíram esse país com seu trabalho”, concluiu a ministra.

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Texto: E.G.

Edição: F.T.

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania