De mal do líder do PT, Motta aguarda aceno de Lula para esfriar crise

Interlocutores do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), acreditam que o único caminho viável para o fim da crise entre Câmara e Planalto seria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) procurar Motta para conversar.

Desde o início da semana, o político paraibano rompeu com o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (PT-RJ), como o próprio chegou a afirmar ao Metrópoles. O motivo foi uma série de críticas classificadas por aliados de Motta como “desnecessárias”.

“A Câmara sempre foi parceira institucional de temas que interessam ao país. Mas o presidente sempre recebe em troca ataques gratuitos e que não fazem sentido na relação institucional nem político-partidária”, afirmou um interlocutor próximo a Motta.

A escolha de Guilherme Derrite (Progressistas-SP) para relator para o PL Antifacção teria agravado ainda mais a crise. Lindbergh fez a seguinte declaração: “Ele conseguiu fazer uma lambança em um tema muito importante (…) primeiro pela escolha do relator, porque é um projeto de autoria do Executivo, a gente não estava exigindo um relator do PT; tinha que ser alguém neutro, que tivesse um diálogo”, o que teria sido um dos motivos do azedamento da relação.

Em tempo: Derrite é deputado, mas estava licenciado por ocupar a Secretaria de Segurança Pública de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo.

Segundo fontes ligadas a Motta ouvidas pelo Metrópoles“Lula, assim como Hugo, cumpre a palavra e são educados, solenes”, o problema, então, seriam os ataques mais ferinos do líder do governo.

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Motta e Lula

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

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Lula, Hugo Motta e Davi Alcolumbre

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

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O líder do PT, Lindbergh Farias

Reprodução / Metrópoles

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Guilherme Derrite em conversa com Hugo Motta

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

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Hoffmann

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Ausência durante sanção do IR

Nesta quarta-feira (26/11), o dirigente da Câmara optou por não ir ao evento de sanção do aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, mesmo após o Planalto ter ligado vários dias para convidá-lo. A justificativa seria a “falta de clima” após o desgaste com Lindbergh. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-RR), também não compareceu, mas por outros motivos e mágoas.

Ainda assim, a atuação de Motta para viabilizar a proposta do novo IR foi elogiada pela ministra das Relações Institucionais do governo, Gleisi Hoffmann (PT).

Durante o evento, Lula chegou a falar sobre diálogo. “Ninguém precisa ser igual ao outro, nós precisamos aprender a conversar e sempre buscar o caminho do meio que possa não atender a um ou a outro, mas que possa atender a todos”, afirmou o presidente da República.

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