GSI ampliou mais de 10 vezes as câmeras para segurança presidencial
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou em mais de dez vezes o número de câmeras de segurança nas áreas de monitoramento da Presidência da República.
Até 2022, eram 62 equipamentos instalados em locais estratégicos, como os palácios do Planalto, da Alvorada e do Jaburu, além da Residência Oficial da Granja do Torto. Com o início do terceiro mandato do petista, esse total saltou para mais de 700 câmeras.
Segundo a Secretaria de Segurança Presidencial, cerca de 700 equipamentos já foram efetivamente instalados não apenas nos palácios presidenciais, mas também em outras áreas consideradas sensíveis, como o Pavilhão das Metas e a via N2, que circunda o Palácio do Planalto.
De acordo com o órgão, restam apenas oito câmeras para conclusão do projeto, localizadas na Residência Oficial do Torto e no Palácio do Jaburu.
Somente no Planalto, local de trabalho do presidente e situado na Praça dos Três Poderes, foram instaladas mais de 300 câmeras, reforçando o sistema de vigilância em um dos pontos mais simbólicos e movimentados da capital federal.
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Brasília (DF), 01/05/20. Palácio da Alvorada – Câmeras de segurança do palácio da alvorada.
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Ministro do GSI, Marcos Antônio Amaro dos Santos (General Amaro)
Antonio Cruz/Agência Brasil
Fachada do Palácio do Planalto
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Segurança do Palácio da Alvorada
Igo Estrela/Metrópoles
Palácio da Alvorada
Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
Fachada do Palácio do Planalto

Segurança do Palácio da Alvorada
Igo Estrela/Metrópoles
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe os ministros para celebrar o fim do ano – Metrópoles
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Novos blindados
- Como mostrou o Metrópolesna coluna de Paulo Capelli, o GSI vai comprar 23 veículos blindados para renovação da frota usada por Lula, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, por familiares e por chefes de Estado de outros países quando visitarem o Brasil.
- A aquisição, no valor de R$ 5,4 milhões, envolve modelos sedã, SUV, vans e minivans que atuam no comboio presidencial e no deslocamento das equipes de segurança.
- De acordo com o gabinete de segurança, a frota atual sofre com panes frequentes devido ao desgaste dos veículos — alguns com mais de 10 anos de uso — e a dificuldade na manutenção.
- O GSI observa ainda que, além do funcionamento prejudicado pelo desgaste, os veículos perderam sua garantia com relação à blindagem, que é de 7 anos, afetando sua confiabilidade.
Blindagem de vidros no Planalto
O governo planeja substituir, em 2026, os vidros do térreo do Palácio do Planalto por estruturas blindadas, como parte do reforço na segurança da sede do Executivo. A informação foi dada pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Marcos Amaro, em encontro com jornalistas na última quinta-feira (11/12).
Segundo ele, o cronograma ainda não está definido, mas os estudos técnicos já se encontram em estágio avançado e a expectativa é que o projeto seja encaminhado para licitação nos próximos meses.
O ministro explicou que a execução da obra exige cuidados específicos por se tratar de um edifício tombado, o que impõe a necessidade de autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Além das exigências de preservação arquitetônica, o planejamento leva em conta impactos estruturais provocados pelo peso adicional dos materiais de proteção. De acordo com Amaro, essas condicionantes técnicas têm prolongado a fase preparatória do projeto, e não limitações orçamentárias, já que os recursos necessários estão assegurados.
O investimento previsto para a obra gira entre R$ 8 milhões e R$ 9 milhões, mas a blindagem também pode ser ampliada para outras áreas.
“Existem outras coisas sendo acrescentadas, então pode variar esse preço. Outras áreas poderão ser blindadas, outros vidros poderão ser blindados, não apenas o piso térreo do Planalto. Dentro do anexo do palácio ou nas guaritas, que ainda não são blindadas, por exemplo. Essas coisas podem ser acrescidas no projeto”, detalhou Amaro.
