Defesa de Filipe Martins diz que Moraes e PGR atuam de forma enrolada

Jeffrey Chiquini, advogado de Filipe Martinscriticou neste sábado (10/1) a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por solicitar uma manifestação à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o pedido de revogação da prisão do ex-assessor da Presidência na gestão de Jair Bolsonaro (PL). Ele acusou as corporações de atuarem de forma “manjada” e “enrolada”.

“Para prender Filipe Martins, Moraes não consultou o PGR antes. Agora, para soltar, mandou nosso pedido de liberdade para o PGR se manifestar primeiro, o que, obviamente, é para dar aquela manjada enrolada e manter Filipe preso ilegalmente por mais tempo”, escreveu na página que mantém no X (antigo Twitter).

A defesa de Martins afirma ter provas de que ele não fez uso das redes sociaiso que está vetado por ordem do ministro Alexandre de Moraes, da Suprema Corte. Ele cumpria prisão domiciliar por determinação do magistrado, medida adotada após a fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF); e foi preso preventivamente por supostamente ter acessado a rede social LinkedIn.

Na decisão, Moraes afirmou que, em 26 de dezembro de 2025, Martins obteve a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, condicionada ao cumprimento de diversas restrições, entre elas a proibição de uso de redes sociaisde forma direta ou indireta.

No entanto, foi juntada aos autos a informação de que o condenado teria utilizado uma plataforma digital, o que levou à intimação da defesa para apresentação de esclarecimentos. Após a manifestação dos advogados, o relator concluiu que houve descumprimento da cautelar efetivo.

“Não é de se duvidar, ainda, que, após a manifestação do Ministério Público, Moraes mande oficiar o LinkedIn para confirmar se a prova que apresentamos é verdadeira, lembrando que, para determinar sua prisão, não precisou de prova do suposto acesso ao LinkedIn: bastou uma ‘denúncia’ mentirosa de um coronel aposentado via e-mail”, alfinetou Chiquini.

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