Mulher minimiza sinais do câncer de intestino por excessos nas férias

Em 2025, a argentina Cecilia Capolupo passava férias no interior da Inglaterra, onde mora, quando começou a perceber mudanças no próprio corpo. Ela notou a barriga mais inchada e alterações nos hábitos digestivos, mas considerou que as mudanças eram consequência do período de recesso. Cecilia não imaginava que aqueles eram os primeiros sinais de um câncer de intestino.

Após o período de recesso em julho de 2025, Cecilia percebeu que os sinais não diminuíram. Na realidade, as cólicas estomacais que ela sentia se tornaram cada vez mais frequentes. Ela fez uma colonoscopia recomendada por seu médico e o exame revelou lesões compatíveis com o grau mais avançado de câncer colorretal.

O tumor principal tinha 8 centímetros de diâmetro. Exames adicionais revelaram em seguida que a doença havia se espalhado pela cavidade abdominal, com sinais no fígado e nos pulmões da contadora de 47 anos e mãe de dois filhos.

“Fui fazer o exame como se fosse uma avaliação de rotina e acabei recebendo uma sentença de morte. Entrei em pânico e chorei o dia inteiro”, afirma ela em entrevista ao jornal Daily Mail.

Cecilia não teve os sintomas mais tradicionais do câncer, como alterações no funcionamento intestinal e sangue nas fezes

Sinais do câncer foram diferentes

O tumor de Cecilia apareceu de forma surpreendente, já que ela não tinha casos na família e menos de 50 anos, idade em que é recomendado iniciar o check-up para os tumores intestinais com colonoscopias periódicas.

Exames de sangue oculto nas fezes também podem dar indícios precoces. Ela afirma que nunca teve os sinais mais típicos de um tumor de intestino, como as mudanças na frequência de ir ao banheiro ou ter sangue nas fezes, apesar do avançado estágio de seu tumor.

O tratamento começou já na semana seguinte, com sessões de quimioterapia quinzenais. Cecilia afirma que os dias de infusão do remédio a deixam muito debilitada, mas que pretende lutar sempre para poder ter mais tempo ao lado da família. Os parentes organizaram uma vaquinha on-line para lidar com os custos da doença.

“Normalmente, nos casos de doença avançada o tratamento é por terapia sistêmica antineoplásica, que inclui quimioterapia, terapias-alvo e também a imunoterapia em alguns casos selecionados. O tratamento é longo, pode tomar até cinco anos, mas o câncer de intestino é curável, dependendo do estágio do paciente”, conclui o oncologista Ramon Andrade de Mello, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.

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Também conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal, abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso -chamada cólon -, no reto e ânus
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Também conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal, abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso -chamada cólon -, no reto e ânus

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De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019
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De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019

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O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curado
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O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curado

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Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras
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Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras

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Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)
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Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)

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Doses de café pode reduzir em 30% risco de câncer de intestino
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Doses de café pode reduzir em 30% risco de câncer de intestino

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Os sintomas mais associados ao câncer do intestino são: sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração das fezes e massa (tumoração) abdominal
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Os sintomas mais associados ao câncer do intestino são: sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração das fezes e massa (tumoração) abdominal

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O diagnóstico requer biópsia (exame de pequeno pedaço de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada da amostra é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio)
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O diagnóstico requer biópsia (exame de pequeno pedaço de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada da amostra é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio)

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O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas
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O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas

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A cirurgia é, em geral, o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos dentro do abdome. Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, para diminuir a possibilidade de retorno do tumor
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A cirurgia é, em geral, o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos dentro do abdome. Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, para diminuir a possibilidade de retorno do tumor

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A manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física, assim como a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino
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A manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física, assim como a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino

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Além disso, deve-se evitar o consumo de carnes processadas (por exemplo salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame) e limitar o consumo de carnes vermelhas até 500 gramas de carne cozida por semana
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Além disso, deve-se evitar o consumo de carnes processadas (por exemplo salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame) e limitar o consumo de carnes vermelhas até 500 gramas de carne cozida por semana

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