Greve geral na Argentina adia partidas de futebol no país; confira

A greve nacional convocada na Argentina contra a reforma trabalhista do governo de Javier Milei impactou diretamente o Campeonato Argentino. Quatro partidas da 6ª rodada do torneio foram adiadas por conta da inviabilidade da realização das partidas.

O Estudiantes conquistou o heptacampeonato em 2025
1 de 3

O Estudiantes conquistou o heptacampeonato em 2025

César Heredia/Getty Images

Muslera, goleiro do Estudiantes.
2 de 3

Muslera, goleiro do Estudiantes.

Marcelo Endelli/Getty Images

San Lorenzo é tradicional clube da Argentina.
3 de 3

San Lorenzo é tradicional clube da Argentina.

Marcelo Endelli/Getty Images

A paralisação teve adesão do Sindicato dos Trabalhadores do Esporte e Entidades Civis (Utedyc), responsável pela organização de jogos locais na Argentina. Vale lembrar que o duelo entre Lanús e Flamengo, nesta quinta-feira (19/2), está mantido por ser realizado pela Conmebol.


Confira os jogos adiados no Campeonato Argentino:

  • Defesa e Justiça x Belgrano;
  • São Lourenço x Estudantes;
  • Instituto x Atlético Tucumán;
  • Independente Rivadavia x Independente.

Cerca de 13 sindicatos de trabalhadores aderiram ao movimento, convocado pela Confederação Geral do Trabalho. Segundo o jornal argentino Clarín, desde 0h (horário local) não há trens, metrôs ou aviões em operação. Apenas algumas linhas de ônibus seguem funcionando.

Ainda de acordo com o periódico, as partidas adiadas serão realizadas no fim de semana. Defensa y Justicia x Belgrano será jogado na sexta-feira (20/2), mesmo dia que Instituto x Atlético Tucumán. No sábado (21/2), Independiente Rivadavia joga contra o Independiente de Avellaneda. Já o duelo entre San Lorenzo e Estudiantes será disputado no domingo (22/2).

Greve na Argentina

A greve geral na Argentina conta com forte adesão do setor de transportes e impactou o país inteiro. A paralisação afetou, inclusive, diversos voos entre Argentina e Brasil.

O projeto de Milei pretende, entre outras medidas, aumentar a carga horária de trabalho para 12 horas diárias. A matéria foi aprovada no Senado e será debatida nesta quinta na Câmara dos Deputados, às 14h.

Além das paralisações de serviços, também estão marcados protestos de sindicatos de esquerda e de setores kichneristas, de oposição a Milei.


Entenda a reforma ponto a ponto

  • Exclusão de 13º salário, férias e bônus da base de cálculo das indenizações por demissão sem justa causa;
  • Possibilidade de jornada diária de até 12 horas (mantendo o descanso mínimo de 12 horas entre turnos);
  • Substituição do pagamento obrigatório de horas extras por compensação em folgas;
  • Autorização para pagamento de salários em pesos ou moeda estrangeira;
  • Salários Dinâmicos: criação de remuneração variável baseada em produtividade ou mérito;
  • Férias poderão ser divididas em períodos mínimos de sete dias.



Fonte original (clique para ver)