Programa vai oferecer Wegovy a pacientes do SUS para tratar obesidade

A farmacêutica Novo Nordisk anunciou um projeto no Brasil que vai disponibilizar o medicamento Wegovy para pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa será realizada em centros públicos especializados e tem como objetivo acompanhar o tratamento de pessoas com obesidade grave.

A proposta é reunir informações sobre o uso da terapia em serviços da rede pública e o período de acompanhamento dos pacientes incluídos no programa será de dois anos.

Onde o projeto será realizado?

A iniciativa vai começar em três unidades de saúde. Entre os locais já confirmados estão o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre (RS), e o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), no Rio de Janeiro.

Além disso, um terceiro município ainda será escolhido para integrar o projeto. De acordo com a farmacêutica, só poderão participar pacientes que já fazem algum tipo de acompanhamento em serviços públicos.

A obesidade é uma epidemia global, com mais de 1 bilhão de adultos acima do peso no mundo

O que é a obesidade?

  • A obesidade é considerada uma doença crônica que aumenta o risco de problemas como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e hipertensão.
  • Não o Brasil, mais da metade da população adulta está com excesso de pesosegundo dados do Ministério da Saúde.
  • O crescimento da obesidade está ligado a fatores como alimentação ultraprocessada, sedentarismo e mudanças no estilo de vida.
  • O tratamento costuma envolver mudanças no estilo de vidaacompanhamento multidisciplinar e, em alguns casos, medicamentos ou cirurgia bariátrica.

SUS ainda não oferece remédios para obesidade

Atualmente, o tratamento da obesidade no SUS se baseia principalmente em mudanças de estilo de vida, como alimentação e atividade física. Medicamentos específicos para a doença ainda não fazem parte da rede pública.

Em 2024, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) analisou a possibilidade de incluir terapias com semaglutida e liraglutida no sistema público, mas decidiu não recomendar a incorporação naquele momento.

Durante a avaliação, o Ministério da Saúde estimou que a oferta dessas medicações poderia custar cerca de R$4,1 bilhões em cinco anos. Em um cenário de uso contínuo, o gasto poderia ser ainda maior, chegando a aproximadamente R$6 bilhões no mesmo período.

O impacto financeiro foi considerado um dos principais fatores para a decisão da não inclusão do medicamento. Com esse cenário, a iniciativa da Novo Nordisk pode contribuir para discussões futuras sobre a ampliação das opções de tratamento da obesidade no país.

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