Mauro rechaça seguir Lula e abrir mão de ICMS para conter aumento do combustível

O governador Mauro Mendes (União Brasil) rechaçou a possibilidade de seguir o presidente Lula (PT) e abrir mão de parte da arrecadação sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos Combustíveis como solução para conter a escalada do mercado diante da instabilidade provocada pelos Estados Unidos no conflito com o Oriente Médio. A fala do gestor foi realizada nesta quarta-feira (18).

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Na semana passada, Lula zerou as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre o diesel e pediu ajuda dos governadores. Durante entrevista nesta semana, Mauro alegou que o Governo Federal está completamente endividado, o que implica na alta do juros, por isso, não poderia agir por impulso e tomar crédito para cobrir despesas: “Não tenho acompanhado muito de perto, mas mais uma vez eu vejo aí um momento de instabilidade. Você tem que ter algum nível de cautela. O Brasil caminha para uma grave crise financeira”.
“O problema é que o Governo Federal, quando ele gera déficit, ele vai lá e toma dívida. Ele gera déficit, ou seja, ele gera prejuízo e emite dívida, gera prejuízo e emite dívida, e joga o problema para frente. Nós, governos estaduais e municipais, não podemos fazer isso. Então, tem uma diferença muito grande aí. Governo federal está com déficit, ou seja, está tendo prejuízo e está abrindo mão de receita, porque ele vai lá depois e emite dívida, joga essa dívida para frente para todos nós brasileiros pagar”, justificou.
A posição de Mauro está alinhada aos demais governadores do país. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) também trilha no mesmo entendimento de Mauro, sob a ótica de que medidas para redução de preços pode impactar no financiamento de serviços públicos. Além disso, sustenta que reduções costumam ser perdidas na cadeia produtiva, não resultando em efeitos práticos para os consumidores, conforme estudo do Instituto de Pesquisa em Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP) publicado no fim de 2025.
“Se você não está conseguindo pagar as contas da sua casa, trabalhando 8 horas por dia, ganhando salário, você toparia trabalhar 6 horas por dia para ganhar um pouco menos? Ninguém toparia, porque você não está dando conta com o salário, pagar as contas que você tem na sua casa. É mais ou menos uma comparação simples para todo mundo entender o que está acontecendo com o Governo Federal”, disparou. MERCADO INSTÁVEL Mauro rechaça seguir Lula e abrir mão de ICMS para conter aumento do combustível Mauro rechaça abrir mão de receita para seguir Lula e baixar combustível Governador diz que Governo Federal caminha para uma grave crise financeira e que não caberia a ele, como gestor, agir no impulso

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