Vereadora denuncia desigualdade salarial e aponta “violência institucional” na Superintendência da Mulher em Rondonópolis

Durante a sessão desta terça-feira (01/04), a vereadora Mariuva da Saúde fez um discurso contundente na tribuna ao denunciar o que classificou como “violência política, institucional e financeira” contra mulheres na estrutura da Superintendência da Mulher em Rondonópolis.

Segundo a parlamentar, apesar da criação da Superintendência da Mulher ter sido aprovada com apoio dos vereadores, a implementação prática da política pública enfrenta distorções graves. Ela relatou que houve mobilização para impedir que um homem assumisse a superintendência, indicação inicialmente feita, e que, embora o prefeito Cláudio Ferreira tenha recuado na nomeação, outras situações consideradas injustas persistem.

Mariuva destacou discrepâncias salariais como exemplo de desvalorização profissional. De acordo com ela, o homem anteriormente indicado para o cargo receberia salário de R$ 8.096,00. No entanto, uma mulher posteriormente nomeada SUPERINTENDENTE, descrita como especialista em políticas públicas e com título de mestre, teve remuneração fixada em apenas R$ 3.000,00.

A vereadora também apontou outro caso semelhante: uma profissional com formação superior, mestrado e experiência em atendimento a vítimas de violência e saúde pública teria sido contratada como nível médio, com salário reduzido de R$ 3.000,00. “Nível médio significa segundo grau. Não se levou em conta a competência das profissionais”, criticou.

Para a parlamentar, essas decisões representam falta de respeito com as mulheres do município e comprometem o funcionamento adequado da Superintendência da Mulher. Ela reforçou que o papel do órgão não é o atendimento direto às vítimas, mas a formulação de políticas públicas baseadas em dados concretos.

Mariuva defendeu a necessidade urgente de um diagnóstico detalhado sobre a realidade feminina em Rondonópolis, incluindo indicadores como acesso à mamografia, níveis de alfabetização, situação de mulheres indígenas e mapeamento de associações locais. “Hoje não conseguimos ter dados de forma alguma”, afirmou.

Ao final, a vereadora fez um apelo direto ao prefeito Cláudio Ferreira e à primeira-dama Alessandra Ferreira para que a estrutura seja fortalecida com profissionais qualificados e valorizados, garantindo efetividade nas políticas públicas voltadas às mulheres.

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