Baixinha discute com Abilio sobre regularização na região do Pedra 90 | RDNews – Eleito o melhor site de Mato Grosso
A vereadora por Cuiabá, Baixinha Giraldelli (Solidariedade), discutiu com o prefeito Abilio Brunini (PL) enquanto cobrava mais ações na região Pedra 90, durante lançamento do Plano Diretor da Capital, nesta quinta-feira (09), na sede da Prefeitura. Contudo, foi alertada das dificuldades de fornecimento de serviços básicos em áreas fruto de invasão. A situação gerou revolta da parlamentar, que acabou deixando a reunião para “outro compromisso”, em meio à saia-justa diante da imprensa, servidores públicos, vereadores e secretários.
Ela não não escondeu estar magoada e pediu que o prefeito tivesse um olhar mais atento às famílias que estão em vulnerabilidade e que recorrem esse tipo de situação. Assim, reforçou que tem solicitado a regularização do saneamento, apontando a gravidade do problema. Segunda ela, famílias estariam ingerindo “água com fezes” diante da falta de tratamento adequado.
“O que eu brigo há mais de um ano é sobre água. Não vai crescer [a cidade] para lá? Parabéns, porque tem invasão demais, não é culpa do senhor. É a culpa do Poder Público. É culpa do Ministério Público, que nunca olhou para isso. E eu sei como que começa a crescer cada a casa naquela região. Não só na minha, temos quase 130 regiões dentro de Cuiabá em que o povo toma água com merda, porque não tem o tal do esgoto”, disse ela, repassando parte da culpa para o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
Tentando conter a escalada na reunião, Abilio reiterou que a situação da região do Pedra 90 envolve questões de regularização fundiária, fruto de invasão e ponderou que, por mais que a Prefeitura queira executar ações na região, precisa de respaldo jurídico: “A maioria das áreas que a Baixinha está falando, na região do Pedra 90, principalmente, são áreas fruto de invasão. Áreas fruto de ocupação irregular”.
“As pessoas ocupam de formas irregulares as áreas mais na periferia, fora do perímetro urbano e depois buscam no município uma solução imediata. Nós queremos. São invasões que têm de dois, três anos, outras até um pouco mais. Mas são invasões que precisam ser regulamentadas pelo Município, que precisam de um planejamento. O que não dá para a gente fazer [é tomar medidas ilegais]”, disse ele, sendo rebatido prontamente por Baixinha, de que ele, como bom prefeito, deveria olhar a situação com mais carinho.
Abilio sinalizou que iria buscar apuração de possível venda de lotes, que supostamente havia sido legalizados pela Prefeitura no passado, mesmo com impasse jurídico. Ela também pediu que ela organizasse uma audiência pública para debater em um ambiente apropriado.
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