Ilde diz não temer traição e cobra “retribuição” de Paula na disputa pelo comando da Câmara – vídeo | Rdnews – melhor portal de notícias de Mato Grosso
O vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou acreditar que os parlamentares manterão a palavra e que não haverá traição na disputa pela Mesa Diretora da Câmara. Embora reconheça o histórico de reviravoltas nas eleições internas, ele se diz confiante após articular apoio de 17 dos 27 vereadores, apresentando-se como um nome de consenso.
“Esse medo de traição eu não tenho. Se acontecer, faz parte do processo eleitoral, mas não tenho receio nenhum”, afirmou durante visita à sede do
, onde concedeu entrevista ao portal e à Rdtv Cast.
Questionado sobre uma eventual intervenção do prefeito Abilio Brunini (PL), Ilde destacou que há um compromisso do chefe do Executivo com o líder do governo, Dilemário Alencar (União), o que considera legítimo. “Acho que tem que cumprir”, disse. Ainda assim, o prefeito passou a defender, nos últimos dias, a possibilidade de reeleição da presidente Paula Calil, o que gerou tensão tanto com Dilemário quanto com o próprio Ilde. O líder chegou a afirmar que “respeito e lealdade precisam ser uma via de mão dupla”.
Apesar disso, Ilde afirma não ter objeções a Paula, mas lembra que foi peça-chave para sua viabilização e, por isso, espera reciprocidade. Segundo ele, houve convite para que mudasse de grupo, mas optou por permanecer ao lado da atual presidente e das demais vereadoras, garantindo a formação de uma chapa totalmente feminina à época.
“Poderia, lá atrás, ter aceitado ser primeiro secretário e deixado a Paula, mas não saí, não traí. Permaneci firme até o final. Se tivesse saído naquele momento, talvez ela até tivesse recuado”, declarou, acrescentando que levaria consigo a vereadora Katiuscia Mantelli.
Ilde revelou ainda que convidou Paula para integrar sua chapa como primeira secretária e disse esperar uma resposta positiva. Na composição desenhada até o momento, Eduardo Magalhães (Republicanos) seria o vice-presidente e Michelly Alencar (União) a segunda vice-presidente, enquanto a segunda secretaria segue em aberto. Ele afirma continuar dialogando com todos os vereadores em busca de consenso, tanto na base quanto na oposição.
Sobre uma possível interferência do prefeito na eleição interna, Ilde avaliou que esse tipo de atuação não é saudável, já que o Executivo não participa diretamente do processo. Para ele, uma intervenção pode desgastar tanto a Câmara quanto a Prefeitura.
“Quando um prefeito entra numa disputa dessas, o processo fica pesado e alguém acaba sendo prejudicado. Mas não acredito que o Abilio vá seguir por esse caminho”, concluiu.
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