Douglas Ruas e governador interino se reúnem após eleição da Alerj
Após ser eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado estadual Douglas Ruas (PL) se reuniu nesta sexta-feira (17/4) com o governador interino do estado, desembargador Ricardo Couto.
O encontro já havia sido anunciado por Ruas logo após a eleição. Além de Ruas, a reunião contou, também, com a presença do vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli (PL).
Segundo a assessoria de Ruas, durante a reunião, o parlamentar se colocou “à disposição para colaborar com a normalidade institucional e o bom funcionamento dos Poderes no estado”.
Mais cedo, em entrevista, o parlamentar afirmou que pretendia abrir diálogo com Couto e com o Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a linha sucessória no estado.
Governo interino no Rio
Ricardo Couto assumiu o governo fluminense após a renúncia do então governador Cláudio Castro (PL). A ascensão ocorreu em razão da vacância na presidência da Alerj. O último chefe da Casa, Rodrigo Bacellar, foi afastado do posto pelo STF, em dezembro, e acabou cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em março.
O Supremo discute a sucessão estadual do Rio por meio de ações apresentadas pelo PSD. O julgamento, no entanto, foi interrompido por um pedido de vista. Até nova deliberação, os ministros decidiram manter Couto à frente do governo, o que, na prática, impede que o novo presidente da Alerj reassuma a posição na linha sucessória e ocupe o governo de forma interina.
Conforme apurado pelo Metrópolesa Procuradoria da Alerj tem analisado o tema e deve, na próxima semana, comunicar ao STF que a Assembleia tem um novo presidente.
Aliados de Ruas afirmam que o movimento é uma forma de levar o Supremo a rediscutir a manutenção de Couto. “Vamos informar, porque o Couto é o quarto na linha sucessória, e o presidente é o terceiro. Aí será com eles (STF) a decisão”, disse um parlamentar.
Pela tarde, após ser eleito, Ruas afirmou que buscava “normalidade institucional”e criticou “interinidades” no Rio.
˜Nós temos um cenário de instabilidade institucional no Estado do Rio de Janeiro, em que os três poderes encontravam-se nas suas interinidades. O governo do estado está sendo exercido pelo presidente do Tribunal de Justiça e, por consequência, o Tribunal de Justiça está sendo presidido pela vice-presidente daquele poder. E aqui na Casa, nós estamos há pouco mais de quatro meses também sendo presididos de maneira interina”, expôs Ruas.
Para ele, a Alerj deu um passo importante em busca da normalidade institucional no Rio.
