Jovem fica paralisada após ter AVC medular confundido com dor nas costas

Aos 20 anos, Lucy Dunford, do Reino Unido, descobriu que a dor nas costas que sentia desde a adolescência era, na verdade, um tipo raro de AVC.

A jovem, que sentia dores nas costas com frequência, percebeu que o quadro estava se intensificando quando começou a sentir “pontadas” entre as escápulas, que se tornaram tão fortes que ela precisou ser hospitalizada. Lucy não conseguia realizar tarefas cotidianas, como ir ao banheiro sozinha e se sentar, tinha espasmos severos nas pernas e precisou usar um cateter permanente.

Foi no dia do seu aniversário que a britânica finalmente recebeu o diagnóstico. Após ficar três semanas internada passando por diversos exames, os médicos descobriram a condição rara, o AVC medular, caracterizado pela interrupção do fluxo sanguíneo para a medula espinhal. O problema pode acontecer por obstrução ou sangramento e resulta em danos neuronais, podendo causar paraplegia.

A vida depois do AVC

Agora, aos 21 anos, a família de Lucy a ajuda a reconstruir a vida após o AVC medular tê-la deixado paralisada do pescoço para baixo, com pouca mobilidade nos braços.

“Assim que acordo, já enfrento obstáculos, como os espasmos, que tornam qualquer movimento muito difícil. Levo muito tempo só para conseguir me sentar na ponta da cama antes de reunir toda a minha força para ir para a cadeira”, contou Lucy ao jornal Yorkshire Post.

“Os espasmos no meu corpo são muito difíceis de suportar. Além de eu não conseguir controlar minhas pernas e meu tronco, eles se movem involuntariamente, o que torna inseguro ficar na cadeira, porque me jogam de um lado para o outro”, lamentou.

Abbie, a irmã de Lucy, criou uma campanha no GoFundMe como uma forma de arrecadar apoio financeiro para a recuperação da jovem, que inclui tratamentos especializados, como fisioterapia intensiva e acompanhamento contínuo. A terapia física precisa ser consistente e intensa para controlar os espasmos e oferecer o mínimo de conforto para a paciente.

Os AVCs medulares são raros e representam cerca de 1,25% de todos os casos de AVCsendo muito menos comuns do que aqueles que afetam o cérebro.

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