secretário descarta relação com turismo
Autoridades de Alagoas descartam relação dos 21 casos de desaparecimento registrados nos últimos dois anos na Rota dos Milagres com o turismo local. A região, conhecida pelas belas praias, atrai milhares de turistas para o estado todos os anos.
Em entrevista ao Metrópoleso secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (PES-AL), coronel Patrick Madeiro, descartou qualquer relação dos casos com o turismo local.
“Eu temo que a comunidade tenha essa certeza de que nenhum turista ou nenhuma das pessoas que frequentam o nosso litoral, em específico para o norte, foi vítima de homicídio, nem tampouco ocorreu nenhum ato de violência contra essas pessoas”, afirmou Madeiro.
Ainda segundo o secretário, investigações apontam para a ligação das vítimas com o crime organizado e facções criminosascomo o Comando Vermelho (CV), que já tem comprovada atuação em território alagoano. O estado tem a 5ª maior taxa de mortes violentas intencionais do país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025.
Entenda o caso
- A Rota Ecológica dos Milagres, no litoral norte de Alagoas, registrou 21 desaparecidos entre os anos de 2024 e 2026. A região, conhecida pelas praias paradisíacas, atrai milhares de turistas todos anos.
- Os casos chamaram atenção das autoridades locais em 2024, quando houve um salto nos registros de desaparecidos naquela região.
- Até o momento, sete pessoas foram encontradas mortas e 14 ainda seguem desaparecidas.
- As investigações já descartaram qualquer relação dos casos com o turismo local e apontam a relação das vítimas com o crime organizado e com facções criminosas que atuam no estado.
Desaparecimentos na Rota dos Milagres
A Rota Ecológica dos Milagres está localizada no litoral norte de Alagoas e reúne os municípios de Porto de Pedras, São Miguel dos Milagres e Passo de Camaragibe. A região é conhecida pelas praias paradisíacas e atrai turistas do mundo inteiro para a região.
Nos últimos dois anos, no período compreendido entre 2024 a 2026uma série de desaparecimentos passou a chamar atenção das autoridades locais que, desde o primeiro caso registrado, redobrou os esforços de atuação ostensiva na região. De todos os 21 casos, 14 pessoas seguem desaparecidas e sete foram encontradas mortas.
À reportagem, o coronel Patrick Madeiro informou ainda que todos os casos têm algum tipo de relação com organizações criminosas. Neste sentido, até mesmo o registro de desaparecimento é investigado pelas autoridades alagoanas.
“Ela (pessoa desaparecida) pode estar desaparecida porque está foragido da Justiça ou porque simplesmente está fugindo do problema ocasionado por ela”, afirmou ao Metrópoles.
Ainda segundo o secretário, o registro de desaparecimento de uma pessoa envolvida em atividades ilícitas ou no crime organizado pode ser usado como uma estratégia para desviar a atenção sobre esse indivíduo, que pode estar sendo procurado tanto por integrantes de facções quanto por agentes da polícia.
