Suplemento de aminoácidos reduz danos ligados ao Alzheimer em ratos

Um suplemento composto por aminoácidos — substâncias que formam as proteínas do corpo — tem chamado a atenção de pesquisadores por seu potencial de reduzir danos associados à doença de Alzheimer.

Um estudo publicado em 30 de outubro de 2025 na revista científica Neuroquímica Internacional indica que a estratégia pode ajudar a proteger o cérebro contra processos ligados à degeneração neuronal.

A descoberta reforça a pesquisa de que intervenções nutricionais simples podem influenciar mecanismos complexos envolvidos em doenças neurodegenerativas.

Como o estudo foi conduzido

Os cientistas do departamento de neurologia da Universidade Kindai, no Japão, analisaram os efeitos da arginina em camundongos diagnosticados com Alzheimer.

O objetivo era entender se o suplemento poderia atuar em processos biológicos ligados à progressão da doençacomo inflamação cerebral, estresse oxidativo e perda de função neuronal.

Ao longo do experimento, os pesquisadores observaram mudanças em marcadores associados ao dano cerebral. Os resultados indicaram melhora em parâmetros relacionados à saúde das células nervosas, sugerindo um efeito protetor tanto in vitro Quanto vivo.

De acordo com o estudo, o uso do suplemento foi associado à redução de alterações consideradas típicas do Alzheimer. Entre os efeitos observados, estão:

  • sinais de diminuição de danos celulares; e
  • melhora na função de estruturas importantes para a comunicação entre neurônios.

Os autores destacam que os aminoácidos podem atuar como suporte metabólico para o cérebro, ajudando a manter o funcionamento adequado das células nervosas mesmo diante de condições adversas.

Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas
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Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas

Imagens PM / Imagens Getty

Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista
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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista

Andrew Brookes/Getty Images

Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce
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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce

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Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano
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Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano

cidade / Getty Images

Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença
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Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença

OsakaWayne Studios/Getty Images

Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns
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Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns

Imagens de Kobus Louw/Getty

Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença
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Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença

Rossella De Berti/Getty Images

O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida
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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida

Towfiqu Barbhuiya / EyeEm / Getty Images

A doença de Alzheimer é uma das principais causas de demência no mundo e ainda não tem cura. Os tratamentos disponíveis hoje focam o controle de sintomas e a tentativa de desacelerar a progressão do quadro.

Diante desse cenário, estratégias que ajudem a proteger o cérebro ganham relevância. A possibilidade de usar um suplemento simples, com base em compostos já conhecidos pelo organismo, abre caminho para abordagens complementares mais acessíveis.

Apesar dos resultados promissores, os próprios pesquisadores ressaltam que a descoberta ainda está em fase inicial. Estudos adicionais, especialmente em humanos, são necessários para confirmar a eficácia e entender como o suplemento pode ser utilizado na prática clínica.

Especialistas também alertam que nenhum suplemento deve ser utilizado como substituto de tratamento médico. A abordagem mais segura continua sendo o acompanhamento profissional e o uso de terapias já validadas.

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