PEC da Segurança entra em segundo plano para o governo após Messias

A deterioração da relação entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem levado líderes da base a deixar o avanço da Proposta de Emenda à Constituição 18/2025, conhecida como a “PEC da Segurança Pública”, em segundo plano.

A PEC idealizada pela gestão do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski era uma das prioridades do Planalto para as eleições deste ano. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em 30 de abril, 38% da população vê a atuação do governo na segurança pública como negativa. Outros 32% consideram regular, enquanto 25% dizem ser positiva.


O que é a PEC da Segurança

  • Determina que órgãos deverão atuar em regime de cooperação com mecanismos como força-tarefa conjunta, interoperabilidade de sistemas e compartilhamento de informações.
  • Estabelece sanções mais gravosas e regime jurídico especial para integrantes e líderes de organizações criminosas de alta periculosidade, como facções, milícias privadas e grupos paramilitares.
  • Veda presos provisórios de votar nas eleições.
  • Aumenta as competências da Polícia Federal na investigação de organizações criminosas e crimes ambientais; Polícia Rodoviária Federal passa a atuar em ferrovias e hidrovias.
  • Define que 50% do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional devem ser distribuídos, sem necessidade de convênio, aos estados e municípios. A proposta também reserva 10% do Fundo Social do pré-sal para os fundos de segurança a partir de 2027.
  • Estipula que 30% do que é arrecadado em impostos sobre apostas esportivas será destinado ao Fundo Nacional de Segurança Pública.

Depois de uma tramitação de quase um ano na Câmara dos Deputados, a PEC 18/2025 chegou ao Senado no início de março e ainda não foi nem despachada por Alcolumbre. O senador amapaense tem se provado resistente a dar andamento à proposta depois dos eventos da última semana.

A relação entre Lula e Alcolumbre entrou em declínio depois do petista indicar Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e viu seu pior momento quando o plenário do Senado rejeitou o advogado-geral da União na semana passada após a articulação de Davi Alcolumbre.

Apesar das relações estremecidas, Alcolumbre disse que pretende reunir líderes partidários para tratar da proposta depois dessa semana, em que os trabalhos estão sendo semipresenciais.

Alcolumbre e Flávio Bolsonaro (PL)
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Alcolumbre e Flávio Bolsonaro (PL)

Breno Esaki/Metrópoles

Alcolumbre e Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo no Congresso
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Alcolumbre e Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo no Congresso

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Alcolumbre e Flávio Bolsonaro (PL)
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Alcolumbre e Flávio Bolsonaro (PL)

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Se antes o governo já via incerteza na tramitação da proposta, a derrota deixou o cenário muito mais adverso para a PEC.

Com isso, líderes do governo ouvidos pela reportagem passaram a elencar a aprovação do fim da escala 6×1 como prioridade. Outras propostas que serão priorizada são a Medida Provisória que barateou a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), conhecida como a Medida Provisória do “CNH do Brasil”, além do piso salarial para professores, também estabelecido em medida provisória.

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