desigualdade de renda sobe em 2025, mostra índice Gini

A desigualdade de renda no Brasil aumentou em 2025. No entanto, o número ainda é o terceiro menor da série histórica. A desigualdade é medida pelo Índice de Gini, criado pelo matemático italiano Conrado Gini.

Em 2024, o índice foi o segundo menor da série histórica (0,487). No entanto, subiu para 0,491 em no ano passado. Quanto mais próximo de zero o Índice de Gini, menor a desigualdade e quanto mais próximo de um – teto do índice – maior a desigualdade. O recorde de menor desigualdade foi alcançado em 2022 (0,485).

Anos com menor desigualdade, conforme o Índice de Gini:

  • 1º — 2022 (0,485);
  • 2º — 2024 (0,487);
  • 3º — 2025 (0,491).

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Rendimento de Todas as Fontes 2025. O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (8/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na avaliação da série histórica, o IBGE contextualiza que houve uma tendência de redução na desigualdade de 2012 a 2015, período em que o Gini passou de 0,504 para 0,490. Depois disto, de 2015 a 2019, houve tendência de aumento na desigualdade, com pico em 2018 e em 2019, anos em que o índice teve o ápice, com 0,506.

Rendimento no DF é quase o dobro da média nacional

O Brasil apresenta importante desigualdade na renda entre as regiões. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Distrito Federal (DF) é quase o dobro da média nacional. Enquanto a média nacional está em R$ 2.264o DF tem média de R$ 4.401ou seja, 94,5% a mais do que a média nacional.

A unidade da Federação com o menor rendimento é o Maranhão: R$ 1.231. O DF tem rendimento médio mensal real domiciliar 3,6 vezes maior do que Maranhão.

As outras quatro unidades da Federação com maior rendimento são: São Paulo (R$ 2.862), Rio Grande do Sul (R$ 2.772), Santa Catarina (R$2.752) e Rio de Janeiro (R$ 2.732).

Em atualização.

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