Norris cobra espaço para pilotos, mas cita limites comerciais da F1

Os bastidores da Fórmula 1 voltaram a expor um debate antigo: até onde vai a influência dos pilotos nas decisões da categoria. Atual campeão mundial, Lando Norris afirmou que os pilotos deveriam participar mais das discussões sobre o futuro da F1, mas admitiu que eles nem sempre conseguem enxergar toda a estrutura comercial do esporte.

“Ter um assento na mesa é um assunto que discutimos dentro da GPDA (associação de pilotos da F1): Todos nós estamos de acordo sobre isso”, disse Norris.

GP de Miami teve Antonelli, Norris e Piastri no pódio, respectivamente
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GP de Miami teve Antonelli, Norris e Piastri no pódio, respectivamente

Rudy Carezzevoli/Getty Images

GP de Miami 2025
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GP de Miami 2025

Bryn Lennon – Fórmula 1/Fórmula 1 via Getty Images

Ferrari faz dobradinha no primeiro treino livre da Fórmula 1 (F1) na Austrália
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Ferrari faz dobradinha no primeiro treino livre da Fórmula 1 (F1) na Austrália

Imagens de Joe Portlock/Getty

Kimi Antonelli venceu o GP de Miami.
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Kimi Antonelli venceu o GP de Miami.

Imagens de Mark Thompson/Getty

As declarações surgem em meio às discussões sobre os carros de 2026. Em abril, a FIA, equipes e dirigentes da categoria ajustaram pontos do regulamento técnico antes do GP de Miami, mas os pilotos ficaram fora das reuniões.

Segundo Norris, os competidores compartilham a mesma visão sobre o que esperam dos carros da nova geração. O britânico afirmou que o objetivo é tornar as corridas mais agressivas e equilibradas para agradar também ao público.

“Do piloto na primeira posição ao último, todos nós queremos a mesma coisa. Todos queremos poder acelerar a fundo e entrar em disputas acirradas. Na verdade, é isso que os fãs querem ver“, afirmou.

Apesar da cobrança por mais influência, Norris explicou que os pilotos entendem as limitações do processo. O campeão destacou que questões financeiras, regulatórias e estruturais fazem parte das decisões tomadas.

“Às vezes, precisamos admitir que, como pilotos, não conseguimos enxergar totalmente os fatores externos do lado comercial do esporte”, concluiu.



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