nova confusão expõe brechas em regulamento

Durante a primeira partida do Candangão sub-20 após o julgamento da briga generalizada entre Sobradinho x Capital, já houve mais um princípio de confusão em campo.

Ao final do jogo entre Samambaia e Brazlândia neste sábado (13/6), vencido pelo Cachorro Salsicha por 1 x 0, o Preparador Físico do “Braz”, Pedro Henrique Faria, foi expulso após reclamar ostensivamente contra a arbitragem, o que segundo a súmula da partidacontinuou após a saída do profissional do gramado do estádio Rorizão, em Samambaia.

Ainda fora de campo, o preparador expulso ameaçou o quarto árbitro da partida, Raul Edem, com os seguintes dizeres: “A gente se encontra lá fora seu m****, você é juvenil”. A frase foi registrada na súmula da partida.

Ele precisou ser contido por seguranças e, juntamente com outros membros uniformizados do Braz na arquibancada, chegou a proferir palavras e ameaças ainda mais ofensivas que acabaram não sendo relatadas pelo árbitro da partida. Confira nas imagens:

Apesar da gravidade não se equiparar à briga generalizada entre Sobradinho e Capital, a situação, que ocorreu na primeira partida após o julgamento realizado na última sexta-feira (12/6), expõe os problemas da não-punição da forma correta, conforme manda o regulamento da competição.

Neste caso, os dois times, de acordo com o artigo 56 do Regulamento Geral da Competição (RGC), deveriam ser excluídos do Candangão Sub-20 após o julgamento do caso pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-DF), que condenou as duas equipes a punições administrativas e financeiras, além da suspensão de atletas envolvidos.

O presidente da 1ª comissão do TJD-DF, Gustavo Almeida, confirmou, logo após o julgamento, em entrevista ao Metrópolesque a responsabilidade pela punição é da FFDF e que o regulamento deve ser cumprido. Membros da Corte cobraram a expulsão dos times diretamente da FFDF, que estava presente na sessão.

Em resposta, a entidade afirmou que a determinação da punição é exclusiva do Tribunal, apesar do regulamento ser redigido pela Federação. O não-cumprimento incentiva outras equipes a também cometerem atos de agressão, por entenderem que o TJD e a FFDF não têm o poder de punir seriamente, tampouco, o dever de seguir a própria norma.

Ó Metrópoles procurou a Federação para se manifestar sobre o cumprimento ou não do RGC, mas até a publicação desta matéria, não houve resposta por parte da entidade. O espaço segue aberto para manifestação.

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