15,4% veem Michelle Bolsonaro como a mulher mais poderosa
A pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (8/7) mostra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como a mulher mais poderosa do Brasil, na avaliação de 15,4% dos entrevistados.
O levantamento também aponta que a atual primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, foi mencionada neste quesito por 9% dos brasileiros que participaram da pesquisa.
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“Michelle é espontaneamente percebida por 15,4% do eleitorado como a mulher mais poderosa do Brasil. Um resultado nada trivial. No contexto eleitoral, continuará detentora de um discurso e de uma posição nada desprezíveis em uma campanha presidencial que deve ser disputada voto a voto”, destacam Cila Schulman e Mauricio Moura, articulistas do portal Meio.
O fator Michelle
- Em que pese não ser a candidata, Michelle disputa ponto a ponto com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o escolhido da família, o espólio de Jair Bolsonaro (PL).
- Ainda que não seja a candidata, Michelle fica abaixo numericamente do enteado, mas empata na margem de erro com Flávio.
- No primeiro cenário do primeiro turno, Flávio tem 32% das intenções de voto. No segundo cenário do primeiro turno, quando o nome de Michelle é testado em substituição a Flávio, a ex-primeira-dama tem 29,4%.
- Nos cenários de segundo turno contra Lula, Flávio aparece com 40% e Michelle, 36%. Os números flertam com o empate estatístico.
Michelle Bolsonaro expôs publicamente as fissuras e a disputa de espaço dentro do clã Bolsonaro para as eleições de 2026 em um vídeo com críticas a Flávio.
No registro, a ex-primeira-dama reagiu diretamente aos bastidores do PL, que passou a testar o nome dela em pesquisas presidenciais após o desgaste de Flávio Bolsonaro — provocado pelo vazamento de áudios polêmicos sobre a relação do senador com Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Com um tom incisivo, Michelle disse ter sido “humilhada e desrespeitada” pelo enteado e cobrou respeito à sua trajetória e ao seu espaço político, deixando claro que não aceitaria ser tratada como uma “engrenagem descartável” ou um mero peão no tabuleiro estratégico da família e dos caciques do partido.
Outros nomes
Em um outro cenário, outras mulheres mais citadas são a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, com 4,5%; a ex-presidente Dilma Rousseff, com 2,5%; a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, com 2%; a deputada federal Erika Hilton (Psol), com 1,7%; e a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, com 1,5%.
Os entrevistados responderam à pergunta: “Quem é a mulher que tem mais poder hoje no Brasil?” .
Veja os resultados:
- Michelle Bolsonaro: 15,4%
- Truque: 9%
- Carmén Lúcia: 4,5
- Dilma Rousseff: 2,5%
- Simone Tebet: 2%
- Érika Hilton: 1,7%
- Anitta: 1,5%
- Marina Silva: 1,5%
- Virgínia Fonseca: 1,5%
- Tarciana Medeiros: 1,2%
- Outros: 10,4%
- Nenhuma: 5,5%
- Não sabe: 43,5%
Sondagem
O levantamento foi encomendado pelo canal Meio e ouviu 1,5 mil pessoas entre os dias 3 a 6 de julho.
A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa está registrada no TSE sob o código BR-05628/2026.
