Brasil envia 210 toneladas de alimentos e insumos médicos à Venezuela
O governo federal informou na quinta-feira (9/7) que já enviou 210 toneladas de alimentos, insumos médicos e itens de higiene para a Venezuela, duas semanas após os terremotos que atingiram o país. Do total, 60 toneladas foram encaminhadas diretamente pelo Brasil, enquanto outras 150 toneladas foram doadas por empresas brasileiras com intermediação do governo.
O balanço das ações de ajuda humanitária foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante uma reunião no Palácio da Alvorada. Participaram do encontro a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno, e o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim.
Segundo o governo, mais de 80 especialistas brasileiros atuaram na força-tarefa internacional de busca e salvamento coordenada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A equipe reúne profissionais da Defesa Civil, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), bombeiros militares e cães farejadores.
O Planalto também destacou que o Brasil foi o primeiro país a instalar um hospital de campanha na Venezuela após os terremotos.
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A estrutura conta com 99 militares da área da saúde e possui unidade avançada de trauma, suporte para cirurgias, leitos de cuidados intensivos e capacidade para realizar até 200 atendimentos por dia. “Em dez dias de operação, já foram feitos mais de 1.200 atendimentos, incluindo cirurgias e exames laboratoriais”, informou o governo em nota.
Além da assistência médica, o governo brasileiro enviou 100 purificadores de água capazes de produzir 5 mil litros de água potável por dia cada um, como parte das medidas para atender a população afetada pela tragédia.
Balanço da tragédia na Venezuela
O número de mortes na Venezuela, provocadas pelos fortes terremotos que abalaram o país no fim de junho, chegou a 3.889 mil. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (9/7) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
Em relação ao último balanço publicado por autoridades venezuelanas, o número representa 78 mortes confirmadas a mais do que no dia anterior. Enquanto isso, 16.740 mil pessoas seguem feridas pelos tremores, e outras 17.907 mil sem casas.
O país caribenho foi atingido por dois terremotos seguidos, de magnitudes 7,2 e 7,5, em 24 de junho. As áreas mais afetadas foram a capital da Venezuela, Caracas, e o estado de La Guaira. O governo local afirma que 856 edifícios no país foram afetados pelos abalos, os mais fortes no país desde 1900, enquanto 190 colapsaram completamente.
Equipes venezuelanas e resgatistas internacionais continuam os trabalhos de busca por sobreviventes.
Até o momento o governo chavista não divulgou um balanço oficial sobre o número de pessoas cujos paradeiros ainda são desconhecidos. Estimativas de iniciativas da sociedade civil, no entanto, apontam que venezuelanos continuam buscando cerca de 30 mil desaparecidos após os terremotos.


















