Durigan não descarta nova MP de apoio a setores se tarifaço se confirmar

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (14/7) que não descarta uma nova Medida Provisória (MP) em socorro aos exportadores brasileiros caso os Estados Unidos (EUA) sancionem o Brasil com novas tarifas. A medida seria semelhante ao Plano Brasil Soberano.

“Não descarto, porque a gente precisa proteger as nossas empresas, os nossos empresários. Mas isso vai ser feito com muita cautela, pra que a gente avalie qual é de fato o impacto que isso trará às empresas brasileiras”, disse.

De acordo com ele, todas as tratativas sobre uma possível tarifa está sendo desenvolvida pelo Ministério do Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDIC) e pelo Ministério das Relações Exteriores, mas até o momento não existe nenhuma informação adiantada pelos EUA.

Ele afirmou que ainda é necessário que se confirmem as tarifas para avaliar quais setores poderão ser mais afetados.

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“(Vamos) avaliar se de fato se confirma mais essa medida despropositada, para a gente avaliar quais são os setores afetados, e a gente vai chamar os setores pra dialogar e avaliar quais as condições com essas medidas que eventualmente podem ser propostas, mas tudo com muita tranquilidade”, destacou.

Ele disse também que é provável que o processo de aplicação da Lei de Reciprocidade seja retomado, mas ainda é preciso discutir o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entenda o novo tarifaço

Os Estados Unidos ameaçaram aplicar uma taxa de 25% contra exportações brasileiras após investigação da Escritório do Representante de Comércio (USTR) sobre práticas comerciais brasileiras que poderiam impactar os EUA.

Além disso, o governo americano sugeriu a aplicação de uma nova tarifa relaciona a relatos de trabalho escravo no Brasil, a taxação proposta é de 12,5%, que seria somada a taxa anunciada anteriormente, totalizando tarifas de 37,5% para alguns produtos.


Relação entre os países

  • A relação entre Brasil e Estados Unidos se deteriora após proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros;
  • Documento do USTR acusa o Brasil de adotar práticas “irrazoáveis” e mira desde o Pix até regras de comércio digital e propriedade intelectual;
  • Governo Lula reage e vê falta de base técnica nas alegaçõesalém de classificar trechos como “absurdos”;
  • Apesar da escalada, interlocutores avaliam que o cenário poderia ser mais duro, já que o texto prevê exceções e possibilidade de negociação;
  • Negociações seguem abertas via grupo bilateral, enquanto os EUA iniciam consulta pública antes de decidir sobre as sanções.

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