Flávio Bolsonaro é vassalo e atua como lobista dos EUA, diz Guimarães
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou, nesta quinta-feira (16/7), que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atua como “vassalo” dos interesses dos Estados Unidos no Brasil, e que ele e a família Bolsonaro têm atuado como “lobistas de negócios” do governo norte-americano.
“Flávio Bolsonaro é um traidor da pátria, que conspira contra o seu próprio país. Em vez de defender o pix, a economia nacional, os empregos e os trabalhadores brasileiros, prefere atuar como vassalo dos interesses econômicos dos EUA no Brasil”, disse o ministro, em nota.
Guimarães também disse que Flávio tem culpado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela decisão dos Estados Unidos de impor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros porque está “desesperado” com o escândalo do Banco Masterque tem relevado supostas ligações entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Nessa quarta-feira (15/7), o site ICL Notícias revelou uma foto em que Flávio aparece ao lado de Luiz Phillip Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, apontado como chefe da milícia privada de Vorcaro.
“As declarações de Flávio Bolsonaro culpando o presidente Lula pelo tarifaço revelam o seu desespero com o escândalo do Banco Master e suas ligações com Daniel Vorcaro e com Sicário. O pré-candidato à Presidência e sua família têm se comportado como lobistas de negócios dos Estados Unidos no Brasil”, continuou Guimarães.
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O ministro mencionou ainda o que classificou como um “cronograma de traição à pátria”, ao elencar ações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, incluindo incentivos e comemorações à primeira rodada de taxações contra o Brasil, no ano passado, além da obstrução de canais de diálogo entre o governo brasileiro e os Estados Unidos.
Taxa de 25%
Na noite dessa quarta-feira (15/7), o governo dos EUA confirmou que vai taxar, a partir de 22 de julho, produtos brasileiros em 25%. A decisão ocorre após investigação do Escritório do Representante Comercial do país (USTR), que acusa o Brasil de “práticas desleais” que prejudicam empresas e exportadores norte-americanos.
Entre as práticas citadas, está o Pix, sistema de pagamento criado pelo Banco Central. Para os Estados Unidos, os provedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA são prejudicados pelo sistema brasileiro por ele ser gratuito.
O documento que oficializa a nova taxação apresenta lista detalhada de isenções. Entre os itens que não serão taxados, destacam-se, por exemplo, café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja, terras-raras e outros.
