Governo acredita que EUA também deverá impor taxa por trabalho forçado

O governo federal reconhece que os Estados Unidos também deverão impor uma tarifa adicional aos produtos brasileiros devido a investigação sobre trabalho forçado. A taxa deverá ser de 12,5%. A dúvida é se a tarifa ser cumulativa com os 25% já anunciados pelo governo norte-americano.

“Aí nós vamos ficar sabendo se vai ser cumulativo ou não. Se vamos ter 25% mais 12,5% ou se vamos ter exclusão”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (16/7).

As investigações foram abertas em março deste ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e propõem a imposição de tarifas de até 12,5% sobre produtos do Brasil e de outros mais de 60 países, sob a alegação de que esses governos não combatem adequadamente o trabalho forçado em suas cadeias produtivas.

De acordo com o USTR, países que “impõem uma proibição à importação de produtos provenientes de trabalho forçado, que se comprometeram a impor e a fazer cumprir tal proibição por meio de um Acordo sobre Comércio Recíproco, ou para as economias que impuseram um regime parcial com o efeito de impedir a importação de certos produtos provenientes de trabalho forçado, foi proposto 10% de taxas.

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Novo tarifaço

O governo federal estima que o novo tarifaço dos Estados Unidos deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA. De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias, em relação ao período de 2024, os números correspondem a US$ 7,4 bilhões.

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