Lula adota cautela sobre tarifaço e avalia impactos da reciprocidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu cautela com a aplicação da Lei de Reciprocidade para responder às tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos (EUA) sobre produtos brasileiros. De acordo com auxiliares, o governo avalia como adotar a medida sem que isso cause impactos à economia brasileira.

A legislação autoriza o governo brasileiro a adotar contramedidas para responder a atos unilaterais impostos por um país ou bloco econômico. Em resposta ao tarifaço, o governo Lula anunciou o reforço ao Plano Brasil Soberano — criado para socorrer empresas afetadas pelo tarifaço — e o início imediato dos trâmites para aplicação da Lei de Reciprocidade.

A orientação, agora, é ir com cautela e avaliar os possível impactos da reação. Em entrevista coletiva nessa quinta-feira (16/7), o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o mecanismo será usado no “momento adequado”.

Presidente Lula (PT)
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Presidente Lula (PT)

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Lula e Trump em foto oficial na Casa Branca
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Lula e Trump em foto oficial na Casa Branca

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Trump em encontro com Lula
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Trump em encontro com Lula

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Donald Trump e Lula
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Donald Trump e Lula

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Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio
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Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio

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Marco Rubio e Mauro Vieira em Washington
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Marco Rubio e Mauro Vieira em Washington

Divulgação/Redes Sociais

Novo tarifaço

A nova taxa passa a valer a partir de 22 de julho. A administração de Donald Trump considerou que o Brasil adota “práticas desleais” de comércio que prejudicam empresas norte-americanas. O governo federal estima que a sanção afetará cerca de 18% das exportações brasileiras ao país. Os números correspondem a US$ 7,4 bilhões.

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Entre os itens que serão afetados estão etanol, máquinas agrícolas, calçados, vestuário, açúcar, papel e diversos produtos químicos. Outros cerca de 2 mil produtos ficaram de fora da decisão dos EUA.

Entre os argumentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar a tarifa, estão práticas no âmbito do comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.

O governo brasileiro, por sua vez, não vê justificativa para a medida e aponta razões políticas. A tese foi reforçada por uma declaração do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que acusou Lula de “não negociar de boa fé”.

A fala contrasta com a posição do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que adotou um tom mais técnico sobre a decisão.

“Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, disse o secretário de Estado.

O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou as falas de Rúbio como “inaceitáveis e ofensivas”. O chanceler citou diversas rodadas de reuniões realizadas entre negociadores brasileiros e norte-americanos.

“Rubio ataca, de forma grosseira e arrogante, o Chefe de Estado de um país amigo, que se empenhou pessoalmente pela abertura de canais de negociação em várias ocasiões”, ressaltou.

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