Após rejeição da PF, PGR continuará a analisar delação de Vorcaro

Após a Polícia Federal rejeitar a  proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve continuar analisando os anexos entregues pela defesa do banqueiro. A informação foi confirmada pelo Metrópoles.

Na noite dessa quarta-feira (20/5), a PF negou a proposta do empresário. Segundo os investigadores, a colaboração apresentada continha omissões relevantes e tentativas de preservar figuras influentes de Brasília, supostamente envolvidas nas fraudes financeiras investigadas.

A PF já havia alertado para a defesa do banqueiro que as declarações apresentadas até então eram insuficientes e do risco da delação “seletiva” de Vorcaro.

O empresário queria o acordo com as autoridades em abril, mas não havia conseguido concluir as conversas com os advogados para apresentar as informações necessárias à investigação.

Daniel Vorcaro é alvo de investigação sobre fraude financeira
1 de 4

Daniel Vorcaro é alvo de investigação sobre fraude financeira

Reprodução

Vorcaro foi transferido para Superintendência da PF em Brasília
2 de 4

Vorcaro foi transferido para Superintendência da PF em Brasília

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Defesa de Vorcaro montou força-tarefa para finalizar acordo de delação
3 de 4

Defesa de Vorcaro montou força-tarefa para finalizar acordo de delação

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
4 de 4

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Arte sobre foto de divulgação

A PGR, no entanto, ainda se concentra nos anexos apresentados por Vorcaro. O órgão quer analisar todas as provas entregues pelo banqueiro.

A defesa de Vorcaro apresentou a proposta de colaboração premiada no início deste mês, após 45 dias de trabalho.

O órgão deve fazer a triagem dos anexos que estão descritos em um pendrive entregue às autoridades. A acusação deve levantar o quanto e como o réu poderá provar suas confissões e se o caso ainda depende de diligência, além de confrontar a oferta com o que já existe nos autos.

A delação deve trazer elementos novos para a investigação para que possa ser considerada válida.

O dono do Master está preso preventivamente desde 4 de março. A prisão ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).

Fonte da notícia (clique para ver)

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.