Bolsonaro poderia ter acionado “botão do pânico” na Papudinha

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (24/3) que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu todo o suporte necessário e ágil para a sua transferência ao Hospital DF Star, em 13 de março.

O magistrado apontou, no entanto, que a remoção poderia ter sido mais rápida, caso o político tivesse acionado o “botão pânico”, que estava disponível 24 horas em sua cela na Papudinha.

Moraes autorizou a prisão domiciliar de Bolsonaro por um prazo inicial de 90 dias. O ex-presidente está internado para tratamento de uma broncopneumonia e voltaria para a cadeia após a alta.

“O procedimento estabelecido para garantir a saúde e dignidade do custodiado Jair Messias Bolsonaro foi extremamente eficiente, com início às 6h45 do dia 13/3, permitindo sua imediata remoção para hospital particular, sem qualquer necessidade de autorização judicial específica”, escreveu o ministro.

“Saliente-se, ainda, que o custodiado poderia ter antecipado seu próprio atendimento, caso tivesse acionado mais cedo o ‘botão do pânico’, que estava à sua disposição 24 horas por dia”, acrescentou Moraes.

Redes sociais e celular: veja proibições a Bolsonaro em domiciliar
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Redes sociais e celular: veja proibições a Bolsonaro em domiciliar

Hugo Barreto/Metrópoles

Ex-presidente Jair Bolsonaro
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Ex-presidente Jair Bolsonaro

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Bolsonaro está internado em hospital do DF
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Bolsonaro está internado em hospital do DF

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fala com a imprensa após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha
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Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fala com a imprensa após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Imagens mostram como está a Papudinha preparada para a detenção de Jair Bolsonaro
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Imagens mostram como está a Papudinha preparada para a detenção de Jair Bolsonaro

Reprodução

Moraes: Bolsonaro poderia ter acionado “botão do pânico” na Papudinha - imagem 6
6 de 6Material obtido ao Metrópoles

O ministro também justificou que a intercorrência médica ocorreria independentemente do local de custódia (estabelecimento penitenciário ou residência) e que “dificilmente, o atendimento e remoção do custodiado seria mais célere e eficiente se estivesse em prisão domiciliar”esses.

Com a decisão, ele vai para casa, onde cumprirá a pena de 27 anos e 3 meses por trama golpista.

Ao conceder a prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro, Moraes impôs uma série de medidas cautelares. Entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, além de proibi-lo de usar celular, gravar vídeos e participar de redes sociais.

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