Casos graves de infecções respiratórias crescem no Brasil, diz Fiocruz

Os casos graves de infecções respiratórias seguem em alta no Brasilsegundo dados divulgados nesta sexta-feira (13/3) pelo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento indica tendência de crescimento da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) na maior parte do país.

A análise aponta que praticamente todos os estados registram aumento nas ocorrências. Tocantins é a única unidade da Federação que, no momento, não apresenta sinal de avanço nos casos.

Os especialistas de saúde apontam que o aumento dos casos está ligado à maior circulação de vírus respiratórios no país, como rinovírus, influenza A e vírus sincicial respiratório.


O que são infecções respiratórias?

  • Doenças causadas por vírus ou bactérias que afetam as vias aéreas, como nariz, garganta, brônquios e pulmões.
  • Podem provocar sintomas como tosse, febre, dor de garganta, coriza e dificuldade para respirar.
  • Infecções respiratórias variam de quadros levescomo resfriados, para formas graves que podem levar à hospitalização.
  • São transmitidas principalmente por gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar.
  • Entre os vírus mais comuns estão rinovírus, influenza (gripe), vírus sincicial respiratório e coronavírus.

Vírus e aumento de internações por infecções respiratórias

Os dados do boletim mostram que o rinovírus é o principal responsável pelos casos positivos de SRAG no país. Ele aparece em cerca de 40% das detecções e afeta principalmente crianças e adolescentes entre 2 e 14 anos.

Em seguida aparecem influenza A, vírus que causa a gripe, e o Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19. O vírus sincicial respiratório (VSR) também tem participação importante nas hospitalizações.

O que chamou mais atenção dos especialistas foi o crescimento do influenza A, que está acontecendo antes do período em que normalmente a gripe começa a aumentar no país. Historicamente, o avanço mais forte do vírus costuma ocorrer a partir de abril na maior parte dos estados.

Regiões e capitais com tendência de alta

O boletim da Fiocruz aponta que 12 estados estão em nível de alerta, risco ou alto risco para casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). A maioria fica nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, além do Distrito Federal. Entre os estados com situação mais preocupante estão:

  • Acre;
  • Amazonas;
  • Pará;
  • Amapá;
  • Rondônia;
  • Roraima;
  • Mato Grosso;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Goiás;
  • Distrito Federal;
  • Ceará;
  • Sergipe.

Nas capitais, o cenário de infecções respiratórias também preocupa, já que 15 das 27 cidades apresentaram tendência de crescimento nas últimas semanas. Entre elas estão Aracajú, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Manaus, Porto Velho, Recife e São Luís.

A gripe é uma das infecções respiratórias mais comuns e é causada pelo vírus influenza, que tem alto potencial de transmissão

Importância da vacinação e cuidados

Com o cenário de aumento dos casos de infecções respiratórias, os especialistas de saúde reforçam a importância da vacinação como principal estratégia para reduzir casos graves e mortes.

A campanha de imunização contra a gripe já foi iniciada na Região Norte. No Sistema Único de Saúde (SUS), também está disponível a vacina contra o vírus sincicial respiratório destinada a gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, medida que ajuda a proteger o bebê nos primeiros meses de vida.

As autoridades de saúde também recomendam reforçar medidas de prevenção em estados com maior circulação de vírus respiratórios. Entre elas estão o uso de máscaras em ambientes fechados ou com aglomeração e a permanência em casa diante de sintomas gripais.

Caso o isolamento não seja possível, a orientação é utilizar máscara ao sair e evitar contato próximo com outras pessoas para diminuir o risco de transmissão.

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