CCJ do Senado aprova indicação de Messias para o STF

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (29/4), a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). O nome agora segue para o plenário.

O placar foi de 16 votos favoráveis e 11 contrários.

A sabatina começou por volta das 9h30. Diante dos questionamento dos senadores, o indicado do presidente Lula afirmou que o Supremo não pode ser um “Procon da política”, mas que “não pode ser omisso”.

Messias defendeu a criação de um código de conduta para magistrados e juízes, entre eles os integrantes do Supremo. Para ele, qualquer medida que vise aperfeiçoar a transparência do poder público deve ser bem recebida.

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF)
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O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF)

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Messias será sabatinado nesta quarta-feira pelo Senado
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Messias será sabatinado nesta quarta-feira pelo Senado

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Jorge Messias chega para sabatina no Senado Federal
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Jorge Messias chega para sabatina no Senado Federal

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Messias foi indicado Lula para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso
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Messias foi indicado Lula para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso

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"A credibilidade da Corte é um compromisso e uma necessidade. Precisamos, por sua importância, que o STF se mantenha aberto permanentemente ao aperfeiçoamento"disse Messias
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“A credibilidade da Corte é um compromisso e uma necessidade. Precisamos, por sua importância, que o STF se mantenha aberto permanentemente ao aperfeiçoamento”, disse Messias

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Jorge Messias na CCJ do Senado
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Jorge Messias na CCJ do Senado

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Jorge Messias no Senado
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Jorge Messias no Senado

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Messias: "Entre erros e acertos, o STF vem se mantendo firme como guardião da supremacia constitucional e do nosso estado de direito"
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Messias: “Entre erros e acertos, o STF vem se mantendo firme como guardião da supremacia constitucional e do nosso estado de direito”

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Jorge Messias e senador Otto Alencar, presidente da CCJ do Senado
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Jorge Messias e senador Otto Alencar, presidente da CCJ do Senado

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O advogado-geral da União evitou comentar o Caso Master. Disse que o tema não é de competência da AGU, mas do Banco Central, da Polícia Federal (PF) e do STF.

Messias também rebateu as críticas do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre a condução dos processos contra as pessoas presas pelos atos do 8 de Janeiro e defendeu a atuação da AGU, que ele chefia. Afirmou que pediu a prisão em flagrante porque, senão, teria “prevaricado”.

“Do ponto de vista do direito penal, temos que voltar ao que é básico: legalidade estrita, a taxatividade das condutas, proporcionalidade da pena, a individualização da conduta e da pena. Essas questões são basilares e ao que temos que nos ater dentro de um julgamento de qualquer processo penal. Processo penal não é ato de vingança, é de justiça”, disse.

Entre outros pontos, o AGU declarou ser “totalmente contra” o aborto e “incondicionalmente a favor da vida”. No entanto, ressaltou que alguns casos precisam ser olhados com “humanidade”.

Votação no plenário

A indicação de Jorge Messias agora segue para o plenário, onde precisa de ao menos 41 votos para ser aprovada.

A sabatina demorou mais do que o padrão recente no Senado. Em outras indicações, a análise costuma ser marcada em poucos dias ou semanas, mas, neste caso, levou cinco meses em meio a impasses políticos. O cenário mantém incerteza sobre o placar, já que não há garantia de votos suficientes para uma aprovação tranquila.

Embora publicamente se diga “neutro”, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avalia se posicionar dando seu voto pessoal, segundo apurou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha. O voto, porém, é secreto.

Nunca houve rejeição de um indicado ao STF pelo Senado na história recente. Todos os nomes acabaram aprovados após sabatina. Há precedentes antigos de indicações que não avançaram por razões políticas antes da votação, como o caso de Cândido Barata Ribeiro, em 1894.

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