Combinação de 2 pólipos eleva em 5 vezes o risco de câncer intestinal

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Flinders e do Centro Médico Flinders, na Austrália, identificou que a presença simultânea de dois tipos comuns de pólipos intestinais pode aumentar em até cinco vezes o risco de desenvolver alterações que antecedem o câncer de intestino.

Os resultados foram publicados em agosto de 2025 na revista científica Gastroenterologia Clínica e Hepatologia. Os cientistas analisaram mais de 8,4 mil registros de colonoscopias para entender melhor como diferentes tipos de pólipos podem influenciar o risco da doença.

O câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal, é uma das doenças mais frequentes no mundo e costuma se desenvolver de forma lenta.

Em muitos casos, ele começa a partir de pólipos, que são pequenos crescimentos que surgem no revestimento interno do intestino. Na maioria das vezes, esses pólipos são benignos e não provocam sintomas imediatos. No entanto, alguns tipos têm potencial de evoluir para tumores ao longo do tempo.

Quando dois tipos aparecem juntos

Entre os pólipos mais comuns estão os adenomas e os chamados pólipos serrilhados. Cada um deles pode seguir caminhos diferentes no desenvolvimento do câncer intestinal.

O estudo mostrou que quando esses dois tipos aparecem juntos no intestino o risco de alterações pré-cancerígenas mais avançadas aumenta de forma significativa.

Segundo Molla Wassie, pesquisadora do Serviço de Saúde Intestinal do Flinders Health and Medical Research Institute e principal autora do trabalho, essa combinação merece atenção especial.

“Pólipos são comuns e geralmente inofensivos, mas quando ambos os tipos aparecem juntos o risco de doenças intestinais graves ou câncer aumenta de forma significativa”, afirma.

A análise também revelou que essa associação pode ser mais frequente do que se imaginava. Quase metade dos pacientes que tinham pólipos serrilhados também tinham adenomas.

Isso sugere que diferentes mecanismos de desenvolvimento do câncer podem ocorrer ao mesmo tempo em uma mesma pessoa.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação
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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
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A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
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Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se acompanhada de falta de ar e sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se acompanhada de falta de ar e sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão

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Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
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A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados
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A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados

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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos
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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos

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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago
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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago

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Importância do rastreamento

Os pesquisadores destacam que alguns pólipos serrilhados podem evoluir para câncer de forma mais rápida do que os adenomas, o que reforça a importância da detecção precoce.

“Nossos resultados reforçam evidências de que esses dois tipos de pólipos podem representar vias distintas de desenvolvimento do câncer que podem estar ativas simultaneamente”, explica Wassie.

Por esse motivo, exames de rastreamento e acompanhamento regular podem ser essenciais para identificar e remover essas lesões antes que evoluam.

“Os pólipos se tornam mais comuns com o envelhecimento, mas o importante é detectá-los e removê-los precocemente. Se uma pessoa já teve os dois tipos de pólipos, manter o acompanhamento por colonoscopia é ainda mais importante”, afirma a pesquisadora.

Especialistas recomendam que pessoas a partir dos 45 anos ou com histórico familiar de doenças intestinais conversem com médicos sobre estratégias de rastreamento, que podem incluir exames de fezes e colonoscopia. A identificação precoce dessas alterações pode reduzir significativamente o risco de câncer intestinal.

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