Defesa de Vorcaro quer acesso a dados de celular para perícia própria
A defesa do Daniel Vorcaro informou neste sábado (7/3) que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso integral à perícia do conteúdo extraído pela Polícia Federal (PF) do celular do banqueiro. O objetivo seria realizar uma “análise independente”.
O pedido, informou a defesa, foi protocolado na Corte ainda fevereiro. A manifestação, no entanto, ocorre após o que a defesa chamou de “vazamento seletivo” de mensagens, contatos e imagens extraídos do celular do dono do Banco Master.
O material, obtido pela imprensa, revela o acesso do empresário a autoridades da República e registros de compras que teriam sido ocultadas da polícia. A defesa sustenta que a divulgação do material “torna ainda mais relevante” o pedido feito em fevereiro.
“A defesa de Daniel Vorcaro protocolou petição no Supremo Tribunal Federal, ainda no dia 16 de fevereiro, solicitando acesso integral aos elementos técnicos das perícias realizadas nos aparelhos eletrônicos apreendidos no curso da investigação (…) O objetivo é permitir a análise independente por assistente técnico da defesaconforme previsto na legislação processual, garantindo que a prova digital seja examinada com transparência, integridade e respeito ao devido processo legal, inclusive para avaliar a licitude dos procedimentos utilizados na obtenção dessas provas”, diz em nova nota (leia na íntegra abaixo).
A defesa do dono do Banco Master pede:
- acesso aos dados brutos extraídos dos dispositivos;
- às imagens forenses completas;
- aos laudos periciais;
- aos registros técnicos de extração; e
- aos códigos de verificação que asseguram a integridade das evidências.
Os advogados do banqueiro reforçam ainda “preocupação com vazamentos seletivos de conteúdos que estariam sob sigilo judicial”.
O que diz a defesa de Vorcaro
A defesa de Daniel Vorcaro protocolou petição no Supremo Tribunal Federal, ainda no dia 16 de fevereiro, solicitando acesso integral aos elementos técnicos das perícias realizadas nos aparelhos eletrônicos apreendidos no curso da investigação. O requerimento ganhou agora especial relevância diante de notícias amplamente divulgadas na imprensa com supostas mensagens extraídas dos aparelhos, o que levanta preocupação sobre a preservação da integridade do material e sobre eventual manuseio precipitado ou tecnicamente inadequado das informações.
O pedido busca garantir a observância das regras de cadeia de custódia da prova digital e assegurar o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa. Entre as solicitações apresentadas estão o acesso aos dados brutos extraídos dos dispositivos, às imagens forenses completas, aos laudos periciais, aos registros técnicos de extração e aos códigos de verificação que asseguram a integridade das evidências.
O objetivo é permitir a análise independente por assistente técnico da defesa, conforme previsto na legislação processual, garantindo que a prova digital seja examinada com transparência, integridade e respeito ao devido processo legal, inclusive para avaliar a licitude dos procedimentos utilizados na obtenção dessas provas.
A defesa reiterou mais uma vez sua preocupação com vazamentos seletivos de conteúdos que estariam sob sigilo judicial e reafirmou seu compromisso de utilizar qualquer material obtido exclusivamente para fins processuais, preservando o sigilo das informações.
