Em nova operação humanitária do governo federal, Fortaleza recebe mais 48 brasileiros repatriados

O governo federal realizou, nesta sexta-feira (25), uma nova operação de recepção humanitária que acolheu 48 brasileiros repatriados dos Estados Unidos. A ação, que conta com o apoio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), cumpre determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem como objetivo garantir o retorno seguro e digno de cidadãos em situação de vulnerabilidade no exterior.

O voo chegou ao Aeroporto Internacional de Fortaleza (CE) às 10h45 e, logo após o desembarque, os repatriados foram encaminhados a um hotel, onde receberam alimentação, kits de higiene pessoal, apoio psicossocial e auxílio no deslocamento até suas cidades de origem por meio terrestre.

“A cada operação de repatriação, reafirmamos que cuidar do nosso povo, onde quer que ele esteja, é uma prioridade do Estado brasileiro, sob a orientação da ministra Macaé e do presidente Lula. Com acolhimento humanizado e respeito à dignidade, mostramos que ninguém será abandonado”, declarou Sueli Vieira, chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (SNDH).

Perfil

Do total de repatriados nesta operação, 38 pessoas são homens desacompanhados, 8 mulheres desacompanhadas e 2 foram identificados como procurados pela justiça. Nenhuma pessoa repatriada fazia parte de núcleo familiar ou apresentava situação médica que exigisse atenção especial no momento da recepção.

A maioria dos repatriados é do sexo masculino e está concentrada nas faixas etárias entre 18 e 39 anos. Especificamente, 42% têm entre 18 e 29 anos; 25% entre 30 e 39 anos; e 17% entre 40 e 49 anos. Também foram acolhidas pessoas nas faixas de 50 a 59 anos (15%) e uma pessoa com mais de 60 anos (2%). Não houve registro de crianças ou adolescentes.

Trabalho interministerial

Organizadas de forma interministerial, as operações de repatriação são coordenadas pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio de diversos órgãos federais, estaduais e internacionais. Desde a adoção do novo modelo de acolhimento em 21 de julho — que não conta mais com voos operados pela Força Aérea Brasileira (FAB) — já foram repatriadas 1.201 pessoas entre fevereiro e julho deste ano.

Durante o processo de recepção, o MDHC realiza encaminhamentos a órgãos como a Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Sistema Único de Saúde (SUS) e a rede do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Casos que envolvem pessoas com deficiência, população LGBTQIA+ e pessoas idosas são direcionados para acolhimento especializado dentro do próprio ministério.

A ação conta ainda com o apoio da Organização Internacional para as Migrações (OIM), além do governo do estado do Ceará, por meio de suas secretarias dos Direitos Humanos e de Proteção Social.

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Texto: E.G.

Edição: F.T.

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania