Empresários, barqueiro e membros do PCC estão entre alvos da PJC por ataque em Confresa | RDNews – Eleito o melhor site de Mato Grosso

Entre os 27 alvos de prisão da Operação Pentágono 3, que mirou quadrilha responsável por um ataque que aterrorizou Confresa (1.160 km de Cuiabá) em abril de 2023, estão empresários que financiaram o esquema, pessoas que ofereceram apoio logístico, integrantes ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), responsáveis por alugar veículos usados pela quadrilha e até um barqueiro que auxiliou na fuga dos criminosos. O ataque na época envolveu 20 criminosos fortemente armados. Parte do grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu policiais e incendiou o prédio público, e outra parte, com explosivos, tentou arrombar o cofre da Brinks. 

Reprodução

 

A Polícia Civil deflagrou a operação na manhã desta quinta-feira (09), para cumprir 91 ordens judiciais, sendo 27 mandados de prisão, 24 buscas e apreensões e 40 ordens de sequestro de valores, que somam até R$ 6 milhões bloqueados por determinação judicial.  As informações foram confirmadas pelos delegados da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) Rafael Scatolon, Gustavo Belão e Igor Sasaki. Nenhum dos mandados foram cumpridos em Mato Grosso.

A investigação, que levou mais de dois anos para identificar e responsabilizar todos os envolvidos, apontou que a quadrilha foi dividida em seis núcleos principais: comando e comando financeiro; execução; apoio, logística e fuga; núcleo de apoio no Pará; núcleo de apoio no tocantins; e locação veicular.

“Todos os indivíduos que estão inseridos nesses núcleos participaram, de alguma forma, desse crime. Um deles, por exemplo, já está preso em São Paulo, mas participou de toda a organização desse crime, inclusive participou de um dos maiores roubos no Paraguai, na cidade do Leste, onde a organização criminosa subtraiu 11 milhões de dólares. Ele foi alvo também da nossa operação, demonstrando que trata-se de uma organização criminosa complexa, espalhada e financiada pelos mais diversos estados do Brasil”, afirmou Igor Sasaki. 

PM/TO

Operação Tocantins - novo cangaço- bando que atacou Confresa

 

Entre os investigados estão empresários que investiram dinheiro para financiar a ação criminosa, pessoas que emprestaram contas bancárias para movimentação dos valores, interpostas usadas para dissimular o fluxo financeiro da liderança e indivíduos que alugaram os carros usados no dia do ataque. O custo para executar o crime, conforme análise financeira dos investigadores, girou em torno de R$ 3 milhões. 

Apesar de integrar membros com ligação ao PCC, Sasaki reforçou que não há indícios de que o crime tenha sido ordenado pela facção, mas sim articulado por uma composição heterogênea de criminosos de vários estados. “Alguns deles têm ligação com a facção criminosa paulista, mas o financiamento vem de diversos consortes, empresários e pessoas comuns”, explicou.

Um outro alvo foi um barqueiro que auxiliou na fuga dos criminosos, ainda na região do ataque. Ele havia conseguido escapar do cerco policial em 2023 e, desde então, vivia escondido em área rural. A equipe da Polícia Civil percorreu mais de 2.700 km para localizá-lo. “É uma pessoa com muita expertise de mata, difícil de encontrar, mas hoje conseguimos prendê-lo”, disse o delegado. 

Um dos financiadores, conhecido como “Velho Ban”, foi morto em confronto em 2024 no Maranhão. Ele tinha participado em varios outros roubos e estava com 6 mandados de prisao em aberto. A investigação também apontou que o alvo havia negociado a compra de uma fazenda por R$ 5 milhões, que seria quitada 15 dias após o assalto em Confresa, caso o crime tivesse sido bem-sucedido.

O plano

A investigação indica que a quadrilha prometia lucros milionários aos financiadores e colaboradores. O grupo acreditava que poderia levar de R$ 40 a 60 milhões da unidade da transportadora de valores Brinks — valores que nunca foram confirmados pela empresa, por questões de segurança.

Até o momento, segundo a GCCO, já foram cumpridos: 15 das 27 prisões; 15 buscas e apreensões; Sequestro total das 40 contas bancárias bloqueadas.

A operação continua em andamento.

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