Erika Hilton diz que Ratinho vê mulheres como “máquinas de reprodução”

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) criticou, nesta quinta-feira (12/3), o apresentador Ratinho, do STF, e o acusou de transfobia e misoginia. Segundo ela, o apresentador vê mulheres como “máquinas de reprodução”.

“Ratinho interrompeu seu programa pra dizer que mulheres trans não são mulheres, que mulheres que não menstruam não são mulheres, que mulheres que não têm útero não são mulheres e que mulheres que não têm filhos não são mulheres”, começou.

A polêmica entre a deputada e o apresentador teve início após Erika ser eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara. Ratinho usou o programa dele para criticar a eleição da parlamentar do Psol.

“Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans (…) Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo… Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”.

Depois do discurso no SBT, Erika fez críticas ao posicionamento do apresentador. “(Ratinho) demonstrou a misoginia, o ódio primal que essa figura nojenta tem de toda e qualquer mulher que não siga o roteiro que ele considera certo”. Erika disse que, para Ratinho, “mulheres são máquinas de reprodução”.

“Este ataque de Ratinho foi contra todas as mulheres trans e contra todas as mulheres cis que não menstruam mais ou nunca menstruaram. Foi contra todas as mulheres cis que nunca tiveram útero ou, por condições de saúde, como o câncer, precisaram removê-lo”.

A congressista também informou que protocolou, nesta quinta-feira, no Ministério Público de São Paulo (MP-SP), um pedido de investigação contra o apresentador Ratinho pela fala considerada transfóbica durante o programa.

Presidente da Comissão das Mulheres

Nessa quarta-feira, Erika Hilton foi eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Erika foi eleita a contragosto da direita, que, junto ao Centrão, articulou nos bastidores um boicote à deputada, mas, ainda assim, Erika foi eleita.

Após a eleição, políticos de direita iniciaram um ataque à deputada psolista e falam em medidas para reverter a situação.



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