Erika Hilton vira presidente e Nikolas faz alerta
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a publicar nas redes sociais um vídeo em que aparece usando uma peruca loira e afirmando se identificar como uma mulher transexual.
O registro foi compartilhado nesta quarta-feira (11/3) após a notícia de que a deputada Erika Hilton (PSol-SP) foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
No recorte publicado na rede social X (antigo Twitter), Nikolas aparece dizendo que “mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres”.
A postagem foi acompanhada da legenda com um alerta: “eu avisei”.
Confira na íntegra:
Eu avisei. https://t.co/WLAxkFEjwX pic.twitter.com/GHhEIfeQmX
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) 11 de março de 2026
Votação elegeu deputada psolista
A comissão foi instalada nesta quarta-feira e elegeu Erika para presidir o colegiado em 2026. A psolista é a primeira mulher trans a presidir a comissão voltada a pautas femininas.
Erika, que está no seu primeiro mandado na Casa, foi eleita por 11 votos.
Em entrevista ao Metrópolesa presidente recém-eleita disse que irá acelerear a tramitação de projetos voltados para a proteção de mulheres e que também irá tratar da disseminação dos chamados “discursos Red Pill” nas redes sociais.
Nikolas foi condenado após discurso na tribuna
O discurso de Nikolas foi feito em 2023, na tribuna da Câmara dos Deputados do Brasil, durante uma sessão em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres.
Na época, a fala gerou reação de entidades ligadas aos direitos da população LGBTQIA+. A Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH) acionaram a Justiça contra o parlamentar.
Em decisão posterior, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou Nikolas a pagar R$ 200 mil por dano moral coletivo. O processo ainda segue em tramitação na segunda instância.
Na sentença, a juíza Priscila Faria da Silva afirmou que o deputado ultrapassou os “limites do direito à livre manifestação do pensamento”. Segundo ela, as falas feitas na tribuna “constituem verdadeiro discurso de ódio”, ao descredibilizar a identidade de gênero de pessoas trans e estimular discriminação.
