escrivães da PF utilizavam celulares em nome de mortos
Escrivães da Polícia Federal, alvos da operação Sem Refino, que apura suspostos esquemas de fraude e ocultação de patrimônio do grupo Refit, utilizavam uma linha de celular registrada em nome de pessoas mortas para dificultar a localização e ocultar a identidade.
As investigações da PF apontam que, buscando ocultar a identidade, alvos utilizavam uma linha telefônica registrada no nome de Anísio da Silva Antônio, morto desde 2021.
O número era identificado como “Marcio PF Bombinha”e, segundo as apurações, era utilizado pelos escrivães da Polícia Federal Márcio Cordeiro Gonçalves e Márcio Pereira Pinto.
Segundo a PF, a linha era usada para interações rotineiras com o auditor fiscal Carlos Eduardo França de Araújo, e contatos frequentes com o advogado Roberto Fernandes Dima, o Dima.
Ambos os escrivães foram afastados de suas funções na Polícia Federal.
Também era utilizada no esquema outra linha registrada em nome de pessoa falecida – Cosme Gomes da Silva. Segundo a PF, a recorrência revela um modus operandi do grupo para manter as atividades ilícitas sob anonimato.
Operação Sem Refino
Deflagrada nesta sexta-feira (15/5), a operação apura a atuação do grupo Refit, suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, para dissimulação de bens e para evasão de recursos ao exterior.
Foram cumpridos pela Polícia Federal 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de funções públicas. As medidas foram autorizadas por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Veja todos os alvos da operação.
