Estudo encontra mecanismo que ajuda a frear o Alzheimer

Pesquisadores do Instituo Karolinska, na Suécia, em parceria com o Riken Centro de Ciência do Cérebro, no Japão, identificaram dois “interruptores” no cérebro que podem ajudar a controlar o acúmulo de placas associadas ao Alzheimer.

A descoberta, publicada em novembro de 2025 no Jornal da Doença de Alzheimer, abre uma nova possibilidade de tratamento ao estimular um mecanismo natural de limpeza do próprio cérebro.

O estudo identificou dois receptores — chamados SST1 e SST4 — que funcionam como interruptores químicos. Eles regulam a produção de uma enzima chamada neprilisina, responsável por quebrar a amiloide-beta antes que ela se acumule.

Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas
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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista
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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista

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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce
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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce

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Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano
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Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença
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Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns
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Imagens de Kobus Louw/Getty

Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença
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Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença

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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida
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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida

Towfiqu Barbhuiya / EyeEm / Getty Images

Nos experimentos com camundongos geneticamente modificados com alterações semelhantes às do Alzheimer humano, a ausência desses receptores reduziu os níveis de neprilisina. Como consequência, houve mais placas e pior desempenho em testes de memória.

Por outro lado, quando os cientistas ativaram os receptores, a quantidade da enzima aumentou, as placas diminuíram e os animais apresentaram melhora na memória.

Hoje, muitos tratamentos contra Alzheimer tentam remover as placas já formadas. Alguns são caros e podem causar efeitos adversos. A diferença dessa nova abordagem é que ela tenta estimular o próprio cérebro a limpar a proteína beta-amiloide de forma natural, antes que o acúmulo se torne mais grave.

Além disso, os receptores SST1 e SST4 pertencem a uma família de proteínas que já é alvo de vários medicamentos usados ​​em outras doenças. Isso pode facilitar o desenvolvimento de novos remédios no futuro.

Apesar do avanço, os cientistas destacam que os testes foram feitos em modelos experimentais. Ainda será necessário confirmar se o mesmo efeito ocorre em humanos. Mesmo assim, a descoberta ajuda a entender melhor por que o cérebro perde a capacidade de eliminar resíduos tóxicos com o envelhecimento — e pode abrir caminho para estratégias mais simples e acessíveis no tratamento do Alzheimer.

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