Exposição ao sol no trabalho acende alerta para o câncer de pele | RDNews – Eleito o melhor site de Mato Grosso

Em meio à rotina e à exposição diária a fatores de risco muitas vezes invisíveis, o câncer segue como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil. A boa notícia é que, em muitos casos, a prevenção e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença — e podem salvar vidas.

Divulgação

 

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o país deve registrar cerca de 704 mil novos casos da doença por ano. Entre os tipos mais frequentes estão o câncer de pele não melanoma, o de mama e o de próstata — todos com maiores chances de cura quando identificados precocemente.

O câncer de pele, em especial, chama atenção não só pela alta incidência, mas por um fator de risco ainda pouco discutido: a exposição solar no ambiente de trabalho.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde indicam que cerca de 23 milhões de trabalhadores brasileiros estão expostos ao sol de forma ocupacional. Essa exposição acumulada é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença, que lidera em número de casos no país, com estimativa de 263 mil novos registros anuais entre 2026 e 2028.

Segundo o médico patologista Carlos Aburad, o risco ainda é subestimado. “Há uma percepção equivocada de que o perigo está apenas na exposição ao sol em momentos de lazer. Na prática, quem trabalha exposto diariamente, por longos períodos, tem risco aumentado, principalmente sem proteção adequada”, afirma.

Os principais grupos de risco incluem pessoas de pele clara, idosos, imunossuprimidos, trabalhadores expostos ao sol e pacientes com lesões pré-existentes, como queratoses actínicas e cicatrizes crônicas. O especialista reforça que o acompanhamento dermatológico regular é essencial para evitar agravamentos.

“O diagnóstico precoce é determinante. Quando identificado no início, o câncer de pele tem altas chances de cura, geralmente com procedimentos menos invasivos. O problema é que muitos pacientes ainda ignoram os sinais iniciais”, alerta.

Entre os principais sinais de atenção estão feridas que não cicatrizam, manchas que crescem ou mudam de cor e lesões irregulares.

Além do câncer de pele, o especialista também chama atenção para outros tipos comuns no país. O câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres, com cerca de 74 mil novos casos por ano. Já entre os homens, o câncer de próstata lidera, com aproximadamente 72 mil registros anuais.

“No caso do câncer de mama, a principal estratégia é o diagnóstico precoce por meio da mamografia e da atenção a sinais como nódulos e alterações na pele. Já o câncer de próstata costuma ser silencioso no início, o que torna fundamental o acompanhamento com exames como PSA e toque retal, especialmente após os 50 anos”, explica.

O tratamento varia conforme o tipo e estágio da doença, podendo incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapias hormonais, com boas taxas de sucesso quando há detecção precoce.

A recomendação, segundo o especialista, é clara: informação, prevenção contínua e acompanhamento médico são as principais ferramentas para reduzir o impacto do câncer. “A detecção precoce aumenta significativamente as chances de cura”, reforça.

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