Fifa não punirá árbitro de vídeo acusado de fazer gesto supremacista
A Fifa concluiu que não houve irregularidade no gesto feito pelo árbitro de vídeo australiano Shaun Evans durante a partida entre Alemanha x Curaçao, no domingo (14/6), válida pela primeira rodada do Grupo E da Copa do Mundo 2026. O lance gerou repercussão após imagens mostrarem o árbitro realizando um sinal com a mão direita que poderia ser interpretado como uma referência ao movimento supremacista branco “White Power”.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (15/6), a entidade afirmou que o Comitê Disciplinar Independente analisou o caso e não encontrou evidências de violação ao Código Disciplinar da Fifa. Com isso, o árbitro foi liberado de qualquer sanção relacionada ao episódio.
Veja o comunicado:
O Comitê Disciplinar Independente da Fifa pode confirmar que, após analisar o caso envolvendo o árbitro assistente de vídeo de apoio Shaun Evans, não encontrou nenhuma evidência de violações do Código Disciplinar da Fifa.
A investigação foi aberta após a divulgação de imagens da apresentação da equipe de vídeo-árbitro do confronto. O gesto chamou atenção por se assemelhar ao símbolo associado ao slogan “White Power” (“Poder Branco”), usado por grupos supremacistas brancos. O sinal combina três dedos estendidos formando a letra “W” e um círculo entre polegar e indicador que lembra a letra “P”.
Relembre o momento:
O australiano Shaun Evans acabou de tirar a jogada de todos os lances da sala VAR na Copa do Mundo pic.twitter.com/0HK0dWrE11
-Matt Vandenberg (@M1D3V) 15 de junho de 2026
Embora tenha surgido inicialmente como uma brincadeira em fóruns da internet em 2017, o gesto passou a ser adotado por grupos extremistas e, desde 2019, é amplamente reconhecido como um símbolo associado à supremacia branca em determinados contextos.
Árbitro profissional desde 2004 e integrante da Federação Australiana de Futebol, Shaun Evans participou da Copa do Mundo de 2022, no Catar, e voltou a integrar a equipe de arbitragem de vídeo da Fifa nesta edição do torneio. Após a análise das imagens e das circunstâncias do episódio, a entidade encerrou o caso sem aplicar punições.
