Galípolo reclama de falta de pessoal no BC: “Escolher o que cobre”

O presidente do Banco Central (AC), Gabriel Galípolo, disse, nesta terça-feira (19/5), que o Banco Central (BC) passa por um momento delicado em relação ao número de servidores. Galípolo acrescentou que a situação faz com que a gestão possa ter que passar a escolher o alcance da fiscalizaçãoconsiderando os riscos.

Gabriel Galípolo participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nesta terça. Ele responde a questões sobre a gestão, o processo que levou à liquidação do Banco Master, o endividamento, entre outros assuntos.

“Vou ser talvez mais franco do que eu deveria: o que vai começar a acontecer é que o Banco Central, ciente que o cobertor é curto, a gente vai ter que escolher o que a gente cobre e a gente cobre. A gente vai ter que começar a fazer uma gestão de risco dizendo assim, não tem pessoal para tudo”, enfatizou.

Galípolo exibiu um gráfico com uma curva descendente, que, segundo ele, mostra a redução no número de servidores da autoridade monetária.

O gestor do BC aproveitou a situação para defender a aprovação de um projeto de lei que dá autonomia orçamentária para a autoridade presidida por ele.

“O que é mais sistêmico e nós vamos passar a analisar tudo. Mas deliberadamente o que tem hoje que fazer é você reduz o número de pessoas que estão olhando ali. Vou dar um exemplo quando vem o Banco Central da Europa, são 20, 30 pessoas pra fiscalizar a instituição e aqui no Brasil é uma pessoa pra fiscalizar duas ou três instituições. É disso que nós estamos falando”pontuou.

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
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Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo

HUGO BARRETO / METRÓPOLES
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Gabriel Galípolo, Presidente do Banco Central
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Gabriel Galípolo, Presidente do Banco Central

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no senado federal
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no senado federal

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Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no senado federal
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Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no senado federal

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Senador Renan Calheiros
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Senador Renan Calheiros

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Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)
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Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo e Senador Renan Calheiros, participam da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no senado federal
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo e Senador Renan Calheiros, participam da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no senado federal

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Investigação contra diretores do BC

Em uma das falas, Galípolo mencionou que as circunstâncias que levaram à investigação de dois servidores do BC por envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi “um dos fatos mais graves ocorridos na história do BC”.

São eles: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização e Bellini Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária. Ambos estão afastados da instituição.

O Banco Master foi liquidado em 18 de novembro de 2025 diante de uma investigação sobre um esquema de títulos fraudulentos. Vorcaro está preso.

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