Homem que espancou namorada com 61 socos em elevador vai a júri popular
Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, acusado de espancar a então namorada com 61 socos em um elevador, em julho de 2025, vai a júri popular. A decisão foi proferida nesta terça-feira (23/6) pela 1ª Vara Criminal de Natal (RN).
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) encaminhou o acusado para julgamento pela prática do crime de feminicídio tentado, com duas qualificadoras.
O caso teve grande repercussão à época. A agressão ocorreu em um condomínio da Zona Sul de Natal e foi registrado pelas câmeras de segurança do elevador. Confira:
A vítima, Juliana Soares, de 35 anos, sofreu múltiplas fraturas na face, incluindo lesões graves no maxilar e em outros ossos da face. Ela precisou passar por uma cirurgia de reconstrução facial que durou mais de nove horas.
Segundo a decisão da 1ª Vara Criminal de Natal, Juliana teve sete placas de titânio e 31 parafusos implantados e ficou com sequela neurológica permanente, caracterizada por paralisia facial periférica total do lado direito.
Acusado vai a júri popular
Igor foi preso em flagrante logo após o ataque. Segundo a investigação, ele foi contido por moradores do condomínio até a chegada da Polícia Militar, acionada pelo porteiro que acompanhava as imagens das câmeras de segurança em tempo real.
Durante a audiência de custódia, realizada no dia seguinte à agressão, Igor teve a prisão convertida em preventiva. Em 7 de agosto de 2025, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte e o tornou réu por tentativa de feminicídio.
“A gravidade concreta do crime, evidenciada pelo modus operandi de extrema violência e crueza — traduzido no espancamento contínuo de sua namorada em ambiente confinado, desfigurando-lhe a estrutura óssea facial e impondo-lhe severa sequela neurológica permanente —, demonstra a acentuada periculosidade social do agente e o risco real de reiteração delitiva caso restituído à liberdade”, destacou a decisão, ao determinar a manutenção da prisão preventiva do réu.
Ao decidir levar Igor Cabral a júri popular, a 1ª Vara Criminal de Natal destacou que há provas da materialidade e da autoria do crime.
O juízo ressaltou que as imagens das câmeras de segurança do elevador são contundentes e mostram o acusado encurralando a vítima e desferindo uma sequência de socos na região da cabeça e do rosto, inclusive quando ela já estava caída e sem condições de se defender.
O texto destaca ainda que os golpes foram concentrados na cabeça e no rosto da vítima e que o acusado teria usado a barra de apoio do elevador para aumentar a força dos impactos.
Com a decisão de pronúncia, o processo segue agora para julgamento pelo Tribunal do Júri. A data da sessão ainda será definida.
