Mauro diz que fim da escala 6×1 vai quebrar o país: "Medida populista"

Rodinei Crescêncio/Rdnews

O governador Mauro Mendes (União) criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e prevê a redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 36 horas semanais, sem redução salarial. Para ele, a proposta é uma medida populista em ano eleitoral.
“Eu aprendi desde criança, com meu pai e com a minha mãe, que quando a gente está com muito problema, ou precisando de algo mais, a gente trabalha mais para ganhar mais, para conquistar o que você quer. O PT, com essa proposta, está propondo trabalhar menos. Isso vai ter consequências. Isso não funciona. Não adianta se enganar, achar que é bom”, dispara Mauro.
A fala foi dada na manhã dessa quarta (18), durante conversa com jornalistas na inauguração do Centro Logístico de Abastecimento e Distribuição (Celad).
O governador disse ainda que a redução da jornada sem alteração de salário não se sustenta e que, no fim, quem paga a conta pelo “desacerto” do Governo Federal é o cidadão. “Eu também gostaria de não trabalhar nada e ganhar a mesma coisa. Eu gostaria que minha empresa não trabalhasse nada e o cliente pagasse sem ela produzir nada. Nenhum cliente vai pagar por isso. E no final, esses erros e desacertos de governos, quem paga a conta é o cidadão brasileiro”, disse.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Outra autoridade política que criticou o projeto recentemente foi a senadora Margareth Buzetti (PP). Para ela, a proposta é um apelo governamental para ganhar voto na eleição.
“Eu acho que existe um apelo governamental para ganhar voto na eleição. Claro que existe um público que quer. Mas você acha que esse público [trabalhadores] vai ficar em casa descansando ou vai trabalhar em outro lugar? Porque ele pode trabalhar em outro lugar. Eu acho tudo uma hipocrisia muito grande”, criticou.
Ainda de acordo com Buzetti ela acha que o tema deve ser debatido com todas as frentes, e não tramitar às pressas como pauta eleitoral. “Eu acho que está muito errado isso. Quanto menos o Governo atrapalhar o setor, seria importante. Nós temos escala de trabalho: 5×2 já existe faz muito tempo, está na Constituição. Eu acho que é muita gente querendo ganhar voto no eleitoral”, completa.
“Acho difícil a gente avançar e impedir que seja votado em ano eleitoral. E o mais preocupante é decidir em ano eleitoral. Para mim isso é muito ruim”, acrescenta a senadora.
Projeto caminha na Câmara
No início do mês, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu o primeiro passo formal para o avanço da matéria ao encaminhar outra Proposta de Emenda à Constituição (PEC) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O encaminhamento engloba diferentes propostas em tramitação sobre o tema, entre elas da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
A PEC nº 8/2025, de autoria de Erika Hilton, altera a Constituição para reduzir o limite semanal de 44 para 36 horas e prevê a adoção de uma jornada de quatro dias por semana. No entanto, o parecer apresentado pelo relator da matéria, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), propõe uma jornada máxima de 40 horas semanais.
Já a PEC nº 221/2019, de Reginaldo Lopes, está parada na CCJ da Câmara. A proposta também reduz a carga horária semanal para 36 horas, mas estabelece um prazo mais longo para a implementação: as novas regras entrariam em vigor dez anos após a publicação da emenda constitucional.
Nas redes sociais, o presidente da Câmara afirmou que o debate será conduzido de forma ampla, com a escuta de diversos setores da sociedade. “Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros”, escreveu.
O Palácio do Planalto acompanha de perto a discussão. O fim da escala 6×1 é uma das principais bandeiras do presidente Lula para as eleições de 2026 e foi incluído entre as prioridades do governo no início do ano legislativo. 
As discussões devem começar já em março. Após passar pela comissão especial, a PEC ainda precisa ser aprovada em dois turnos no plenário da Câmara, com o apoio mínimo de três quintos dos deputados (308). Se avançar, segue para o Senado, onde repete o mesmo rito: CCJ, plenário em dois turnos e, por fim, promulgação em forma de emenda constitucional em sessão do Congresso Nacional. ASSUNTO POLÊMICO Mauro diz que fim da escala 6×1 vai quebrar o país: “Medida populista” Mauro diz que fim da escala 6×1 vai quebrar o país: “Medida populista” Governador disse ainda que a redução da jornada sem alteração de salário não se sustenta e que, no fim, quem paga a conta pelo “desacerto” do Governo Federal é o cidadão

Fonte da notícia (Clique para ver)

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.