Ministro italiano critica pedido para trocar Irã por Itália na Copa
Após os Estados Unidos sugerir para a Fifa que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo, o ministro da Economia italiana retrucou a ideia. Giancarlo Giorgetti chamou de “vergonhosa” a proposta do governo de Donald Trump. Além de Giorgetti, outras personalidades italianas também condenaram a sugestão norte-americana.
“Primeiro, não é possível; segundo, não é apropriado… Você se classifica em campo”, foi o que disse Andrea Abodi, o ministro do Esporte da Itália.
O técnico italiano Gianni De Biasi também se posicionou contra a ideia. O treinador afirmou, em entrevista à Reuters, que caso a seleção iraniana não vá à Copa, há de ser seguido o regulamento para suprir a ausência. Ou seja, o substituto seria o time atrás na classificação do ranking mundial. Em seguida, ainda disparou contra o governo dos Estados Unidos.
“Além disso, acredito que a Itália não precisa do apoio de Trump em uma questão como essa. Acho que podemos lidar com isso sozinhos”, disse Gianni De Biasi.
A Itália ficou de fora da Copa do Mundo pela terceira edição seguida, sendo a última participação em 2014, no Brasil.
A proposta dos EUA
A tal proposta surgiu nessa quarta-feira (22/4). O enviado especial do governo Trump para Negócios Globais, Paolo Zampolli, disse ao jornal Financial Times que havia feito uma solicitação à Fifa pela substituição.
No entanto, o Irã já confirmou a ida à Copa do Mundo. As possibilidades em relação a uma desistência da seleção iraniana percorreram os bastidores após o início da guerra entre o país e, justamente, os Estados Unidos.
A Fifa também afirmou que não irá remover os iranianos da competição. A substituição só seria considerada em caso de abandono por parte do país. Porém, o Irã ainda aguarda resposta da entidade máxima para alterar o local dos jogos da fase de grupos, dos Estados Unidos para o México.




