Nikolas elogia articulação de Flávio após decisão dos EUA contra PCC e CV

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou nas redes sociais a decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O anúncio foi feito pelo governo norte-americano na tarde desta quinta-feira (28/5).

Em publicação na rede social X, Nikolas afirmou que a medida representa um “golaço do Flávio Bolsonaro”.

Confira na íntegra:

A declaração ocorre um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelar que solicitou pessoalmente ao presidente norte-americano Donald Trump a inclusão das facções brasileiras na lista de organizações terroristas. O pedido foi feito na terça-feira (26/5).

O encontro entre Flávio Bolsonaro e Trump ocorreu no Salão Oval da Casa Branca. Segundo o senador, a iniciativa faz parte de uma estratégia para ampliar o combate ao crime organizado internacional.

“Enquanto o Lula vai de joelhos, rastejando para implorar ao presidente americano Trump que não declare organizações criminosas como CV e PCC como terroristas, eu faço o contrário”, declarou Flávio Bolsonaro.

Nessa quarta-feira (27/5), o senador se reuniu em Washington com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e com o vice-presidente dos EUA, JD Vance.

Marco Rubio classificou as facções como as organizações criminosas “mais violentas” do Brasil e que a atuação dos grupos se estende por toda a região.

Entenda medida

A medida integra a política do governo Trump de endurecimento contra grupos ligados ao narcotráfico e ao crime organizado internacional.

De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, as duas facções serão oficialmente incluídas na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês) na próxima sexta-feira, 5 de junho.

Em comunicado, o governo do presidente Donald Trump afirmou que PCC e CV estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e acusou os grupos de comandarem ataques contra policiais, servidores públicos e civis.

Segundo o Departamento de Estado, as redes das facções “se estendem muito além das fronteiras do Brasil” e afetam diretamente a segurança dos Estados Unidos.

“O governo Trump continuará a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo as drogas ilícitas longe de nossas ruas e interrompendo o fluxo de receita que financia narcoterroristas violentos”, afirmou a pasta.

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