PF indicia diretor-presidente da ANM por esquema de mineração ilegal
A Polícia Federal (PF) indicou do presidente da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousae de outras 16 pessoas por esquema de mineração ilegal na Serra do Curral, em Minas Gerais. Os pedidos constam no inquérito da Operação Parcours.
A operação concluiu que empresários, servidores públicos, consultores e geólogos teriam fraudado planos de recuperação ambiental para manter a exploração de minério de ferro na Mina Granja Corumi, localizada na Serra do Curral — a área é tombada e protegida.
Segundo a investigação, as empresas eram favorecidas por esquemas dentro da agência, segundo publicou o g1. A Polícia Federal aponta que os suspeitos utilizavam planos que previam a preservação e o fechamento da mina para mascarar a extração comercial de minério.
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Ou seja, enquanto os órgãos de fiscalização acreditavam que a mina estava em recuperação ambiental, o grupo mantinha a exploração mineral no local. Com o esquema, o grupo esperava faturar cerca de R$ 2,3 bilhões.
As atividades ilegais teriam ainda causado danos ambientais na Serra do Curral. A área já sofre com a degradação ambientação em decorrência da exploração de minério e entrou no radar de ambientalistas e membros da sociedade civil que se opõem à exploração da Serra.
Em nota, a ANM informou que toda a atuação institucional da órgão “esteve relacionada ao cumprimento das determinações da Justiça Federal e à condução administrativa do processo de fechamento definitivo da mina”.
Operação Parcours
A Operação Parcours foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) em março de 2023. As investigações foram conduzidas em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e com o apoio do Ministério Público Federal (MPF).
À época, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades, além do bloqueio de bens e ativos no valor de R$ 832 milhões. A 3ª Vara Federal Criminal de Minas Gerais determinou ainda o afastamento imediato de dois servidores públicos da ANM e a suspensão das atividades minerárias da empresa investigada.
As investigações apuravam um conluio sistemático entre agentes públicos e consultores técnicos para maquiar informações geológicas, fraudar relatórios ambientais e ocultar danos causados pela exploração ilegal de recursos minerais.
