Roberto Carlos, Cafu e Bebeto elogiam pausa para hidratação na Copa
Centro de uma polêmica na atual edição da Copa do Mundo, a pausa para hidratação segue rendendo debates. Roberto Carlos, Cafu e Bebeto, campeões do mundo com a Seleção Brasileira, elogiaram a ideia da Fifa e enalteceu outros aspectos desta paralisação.
Confira a tabela detalhada da Copa do Mundo
“Essa pausa de três minutos deve servir de exemplo, e é bom para o jogador poder recuperar o fôlego e depois retomar o ritmo . Para mim, essa pausa é perfeita“, disse Roberto Carlos.
“Na minha época não tínhamos isso! Se tivéssemos pausas para hidratação e descanso naquela época, isso teria criado muitas situações durante o jogo que mudariam repentinamente a intensidade ou permitiriam ao treinador conversar com os jogadores e reorganizar a equipe“, encerrou o ex-lateral.
Jogador que levantou a taça da Copa do Mundo em 2002, Cafu também elogiou a pausa para hidratação. Segundo ele, os três minutos de pausa é fundamental.
“Se nós, na nossa época, tivéssemos essa tecnologia do VAR, tivéssemos o tempo para a hidratação, ao invés de correr 20 quilômetros por jogo eu correria 25. Porque eu teria mais gás, estaria mais descansado, o corpo estaria melhor. Todas as mudanças que têm no futebol são ótimas, desde que tragam benefícios para os atletas e para todo mundo que está vendo o jogo”, encerrou.
Campeão da Copa do Mundo em 1994, Bebeto foi outro que deu uma declaração de forma positiva sobre a pausa para hidratação.
“Eu não tenho dúvida que, com certeza, foi muito importante. Porque o jogador descansa mais, principalmente nessa época aqui nos EUA que é um calor insuportável. Nós fomos campeões mundiais aqui, e eu sei que é muito calor. E agora não, você tem essa pausa para você hidratar os jogadores, dar aquela descansada. Isso para o atleta é muito importante”, encerrou.
Técnico da Argentina desaprova
Durante entrevista coletiva no dia 22 de junho, Lionel Scaloni comentou sobre a pausa para hidratação. De acordo com ele, essas pausas ficaram desconexas, como se a partida tivesse quatro tempos, igual no basquete e futebol americano.
“O calor e as pausas constantes dão vantagem ao time teoricamente mais frágil, porque tem tempo para recuperar, para preparar coisas. No fim das contas, é para ter mais tempo e ficou um pouco desconexo. Essa coisa de quatro tempos parece irreal. Eu diria que agora temos quatro tempos. São três minutos e meio para falar com os jogadores”, disse o técnico da Argentina.
A pausa para a hidratação acontece uma vez a cada tempo durante o jogo na Copa do Mundo. A medida foi tomada por conta das altas temperaturas do verão nos países sede. Mais do que apenas uma interrupção para se reidratar, a mudança também altera a parte tática das partidas, segundo Scaloni.
“Tudo o que você tem em mente para o jogo pode mudar nesses 22, 23 minutos (até a pausa). Para quem quer atacar, é um tempo para fazer ajustes, mas é estranho se adaptar. Se isso continuar, imagino que logo será algo normal, mas hoje não é normal”, explicou Lionel Scaloni.




