Turista argentina ré por racismo no Rio admite crime e pede desculpas
A argentina Agostina Páez, de 29 anos, ré por um caso de racismo no Rio de Janeirousou as redes sociais, nesta quarta-feira (11/3), para se desculpar da atitude pela primeira vez.
Segundo a argentina, ela não havia admitido o crime nem se desculpado pelo ato por recomendação de advogados que a defendiam. Agostina alega que mudou de advogada e, consequentemente, de estratégia de defesa. “Agora sinto que tenho a liberdade de fazer isso (pedir desculpas)”, disse.
“Não foi um erro pequeno meu ou algo sem importância (…). Eu cometi um erro e estou assumindo minha responsabilidade, e pagando as consequências disso. Eu realmente peço desculpas de coração a quem se sentiu ferido, humilhado com minha atitude”, disse Agostina.
Ela afirmou, ainda, que “desconhecia” o racismo e não sabia da seriedade das ofensas. “Por ignorânica, desconhecia o que era racismo e agora entendo que não é uma simples ofensa, e sim algo ofensivo para quem sofreu e sofre com isso até hoje”complementou.
Ou caso
Em 14 de janeiro deste ano, Agostina fez gestos imitando um macaco, direcionados a quatro funcionários de um bar em Ipanema, no Rio de Janeiro.
Veja vídeo do momento:
Ela foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro pelo crime de racismo e a denúncia foi aceita pela Justiça, que decretou a prisão preventiva de Agostina em 5 de fevereiro.
Um dia depois, ela foi presa pela Polícia Civil, encontrada no bairro de Vargem Pequena, no Rio. Na mesma data, no entanto, a Justiça revogou a ordem de prisão preventiva e, atualmente, Agostina responde ao processo em liberdade
