Viana chama de “blindagem” a rejeição do relatório final da CPMI do INSS

O presidente da  Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana,  chamou de “blindagem” a rejeição do relatório final da comissão na madrugada deste sábado (28/3).

“Produzimos um relatório com provas e não há meios de se refutar as pessoas que estão ali para indiciamento. Ao ser rejeitado, é uma blindagem absoluta da base do governo”, disse.

Após mais de 16 horas de sessão, o relatório foi rejeitado por 18 votos a 12. Os governistas apresentaram um relatório paralelo, que não foi colocado em votação por Carlos Viana. “Hoje ficou muito claro quem estava a favor da verdade da investigação e quem blindou aqueles que infelizmente roubaram e tomaram de assalto a previdência brasileira”, afirmou.

Apesar de finalizar sem um relatório final, Viana disse que está satisfeito  com os trabalhos. “Cumprimos com a missão que o povo brasileiro nos deu.”

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

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